Confusão com Ed Motta em restaurante vira caso de polícia

Uma confusão envolvendo o cantor Ed Motta ganhou grande repercussão após uma briga registrada no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. O episódio aconteceu na noite de sábado, 2 de maio de 2026, e passou a ser investigado pela Polícia Civil após vídeos das câmeras de segurança começarem a circular nas redes sociais.

Segundo a versão apresentada pelo restaurante, a confusão começou após uma discussão sobre a cobrança da taxa de rolha, valor cobrado para servir vinhos levados pelos próprios clientes. De acordo com a nota oficial divulgada pelos proprietários e chefs Nello Garaventa e Lara Atamian, o grupo de Ed Motta, que incluía o empresário Diogo Coutinho do Couto e um primo do cantor, teria praticado agressões físicas, intimidações e ofensas contra funcionários e clientes.

Ainda conforme o restaurante, houve xingamentos e comentários considerados discriminatórios, incluindo referências pejorativas à origem nordestina de funcionários e insinuações sobre orientação sexual e vida privada. A nota relata que uma cadeira foi arremessada contra um garçom pelas costas e que um esbarrão de Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos e aumentou a tensão no local. Um dos clientes envolvidos teria levado um soco e sido atingido de raspão por uma garrafa magnum de vinho na cabeça, sofrendo um ferimento com sangramento. Também foram mencionadas ameaças de que uma das pessoas presentes estaria armada.

Em entrevista concedida ao jornal O Globo no dia 6 de maio, Ed Motta admitiu ter iniciado a confusão, afirmando que estava alcoolizado e perdeu o controle. “Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não em direção a ninguém”, declarou o cantor. Ele afirmou ainda que deixou o restaurante logo após o episódio e negou participação nas agressões posteriores. Segundo sua versão, integrantes de sua mesa chegaram a pedir desculpas à outra mesa, mas os ânimos voltaram a se alterar após ofensas dirigidas a seus amigos, incluindo insultos homofóbicos e comentários xenofóbicos como “voltar para a Arábia”.

As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que Ed Motta joga a cadeira e o início do tumulto. O material já está sendo analisado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura as circunstâncias da briga e a responsabilidade de cada envolvido. Até o momento, não há informações sobre prisões ou indiciamentos, mas ambas as partes afirmaram estar colaborando com as investigações.

O caso rapidamente ganhou repercussão nacional e passou a dominar debates nas redes sociais e em programas de entretenimento. O restaurante afirmou que não permanecerá em silêncio diante do episódio e reforçou apoio à equipe e aos clientes presentes no local. Já Ed Motta, de 54 anos, reconheceu os excessos causados pela bebida, mas contestou partes importantes da narrativa apresentada pelo estabelecimento.

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