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PM de Alta Floresta realizou ‘Blitz Maria da Penha’ para orientar homens e mulheres sobre as diversas formas de violência doméstica

Bruno Felipe / Da Reportagem

A Polícia Militar de Alta Floresta realizou nesta segunda-feira, dia 24 de fevereiro, uma blitz um tanto quanto diferenciada, denominada ‘Blitz Maria da Penha’, que tem o principal objetivo de orientar, principalmente, os homens sobre os diversos tipos existentes de violências doméstica, uma forma de tentar reduzir o alto índice desses casos registrados nos últimos tempos no município.

A Tenente PM Eveline, idealizadora do projeto em Alta Floresta, explicou para a reportagem do Jornal O Diário que a ideia é realizar abordagens orientativas em veículos e principalmente construções, onde à bastante quantidade de homens trabalhando, sobre a violência doméstica. Ela disse que muitos homens acreditam que podem machucar a mulher só porque ela é sua esposa ou companheira, mas isso não é verdade. “Faremos orientações a filhos também que por ventura venham a presenciar o pai batendo na mãe, porque provavelmente vão crescer crianças agressivas também, vamos orientar mulheres a buscarem ajuda psicológica, pois muitas delas acreditam que são as culpadas de apanharem e por conta também da dependência emocional que muitas mulheres tem”, explicou Eveline.

Durante a blitz, os policiais entregaram uma cartilha orientativa que faz parte de um projeto idealizado pelo Ministério Público chamado de “Homens que agradam, não agridem”. Para a reportagem, Eveline salientou que a ideia foi bem aceita pela população, tanto que algumas pessoas solicitaram a cartilha para levar as informações contidas nela para outras pessoas que estão sofrendo algum tipo de violência. Atualmente a Lei Maria da Penha estipula quatro tipos de violência doméstica, são elas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência física é qualquer ato contra a integridade ou saúde corporal da vítima, a violência psicológica é qualquer ação que cause prejuízo psicológico como humilhação, chantagem, insulto, isolamento, ridicularização, já a violência sexual é aquela que força a mulher presenciar, manter ou participar de relação sexual indesejada. Impedir o uso de método contraceptivo ou forçá-la à gravidez, aborto ou prostituição mediante força ou ameaça, também se enquadram neste tipo. Violência patrimonial são situações quando o agressor destrói bens, documentos pessoais e instrumentos de trabalho. Caluniar, difamar ou cometer injúria contra a mulher se enquadra na violência moral. Se você presenciar ou caso se torne vitima de qualquer desses tipos de violências denuncie à PM através do número 190.

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