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TIRO E QUEDA 05.04.2018

TIRO E QUEDA

Chegamos a um momento complicado de nossa sociedade, aonde “tudo se resolver na porrada”. Nas mídias sociais, escondidos num suposto anonimato adquirido através de usuários fakes (aqueles que são criados para abastecer a ira dos incautos contra oposicionistas, na maioria políticos), as pessoas acabam extrapolando, falando o que não deve e incentivando as agressões físicas, verbais, as notícias falsas, as disseminações de opiniões contrárias e daí por diante.

Há cerca de 15 dias, um caso ocorrido no ano passado em Minas Gerais, veio à tona a partir de um vídeo divulgado nas mídias sociais em que um trabalhador, servente de pedreiro, apanhava de duas pessoas, dona de uma fazenda aonde laborava, por que tinha comido dois (depois descobriu-se que eram oito) ovos sem pedir ao empregador.

Presos, os três elementos, dois que bateram e o que filmou, disseram que era para “dar uma lição” no coitado, que a bem da verdade estava há dois meses sem receber seus salários. Um dos agressores era dono da fazenda e… traficante.

Venho à este caso, de intolerância e arrogância, para chegar a outro caso, este, ocorrido em Alta Floresta.

A intolerância chegou às escolas públicas (não estou falando do interior, mas o portão da saída).

No bairro Jardim Panorama, na escola Geny Silvério, uma mãe agrediu uma aluna que tinha brigado com sua filha.

Tá, eu sei que para uma mãe (ou para um pai) ver que um filho seu está sendo ameaçado, é complicado, só que existem as vias legais e se caso a pessoa não acredita, existe o diálogo que deve ser travado, inicialmente, entre adultos. O adolescente que estaria ameaçando a filha da mãe, também tem mãe e tem pai ou no mínimo alguém que responda por ela, não tem que um adulto ir lá agredir como aconteceu.

Volto a repetir, há leis, há bom senso, há diálogo, tem ainda a escola, que é responsável sim pelo que acontece do portão pra fora, na medida em que os acontecimentos se dão “na saída da aula”.

Perceberam quantas oportunidades as pessoas tem de conversar, de dialogar, de se apropriar de mecanismos legais e até morais, para resolverem seus problemas?

Mas não, no Brasil da intolerância atual, aonde “bandido bom é bandido morto”, há que se resolver tudo no tapa, no açoite, na bala… é isso que estão pregando nas mídias sociais, é isso que está se propagando nos bate papos, é isso que de fato está acontecendo.

Neste caso, não tenho dúvida, a mãe foi intolerante ao extremo…

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