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Duas adolescentes são localizadas “morando” em mata que já foi ocupada por índia na década de 90

AdolescentesUma equipe do Conselho Tutelar de Alta Floresta, localizou ontem, 10, duas adolescentes, ambas de 14 anos, que segundo informações que chegaram até o CT, estariam vivendo de maneira degradante, em uma mata localizada aos fundos de uma chácara no bairro Boa Nova 2, próximo à um riacho que corta o local.

No local, os conselheiros constataram a veracidade da informação obtida, já que localizaram as menores dormindo no meio na mata próximo a ao córrego. Panelas, roupas, cobertas e produtos de higiene foram encontrados no local.

Em entrevista à rádio Progresso de Alta Floresta, moradores disseram que isto vem ocorrendo há algum tempo e ontem ficaram assustados em verem a situação em que as mesmas estão vivendo.

Informações dão conta que as menores ficaram bem agressivas no momento da chegada dos conselheiros.

O conselheiro Tutelar, José Andrade Alecrim, disse que as menores agora serão acompanhadas pelo Conselho, e serão encaminhadas paras as suas famílias.

Histórico de “ocupação” – A mata que fica aos fundos do bairro Boa Nova 2, tem um histórico de “ocupação” como a que foi identificada ontem, já que no passado uma pessoa foi localizada morando na mata. O caso foi no início da década de 90, quando uma índia, que havia se “desprendido” de sua aldeia na região sul do estado, veio parar em Alta Floresta e, não tendo onde morar, elegeu a mata do Boa Nova como moradia.

Na oportunidade, ao ser localizada, Rita, a índia que viva na mata a mais de um ano, revelou uma história muito curiosa, sozinha, no meio da floresta, ela sobreviveu por quase um ano, construindo sua própria “casa” de taipa e se alimentando de animais selvagens que caçava com as próprias mãos, de peixes que tirava do rio com uma “fisga” de madeira feita a próprio punho e com redes e outros artefatos que eram feitos manualmente.

Outro fato daquela época que chamou a atenção, foi que Rita, a índia encontrada no mesmo local onde as duas adolescentes foram localizadas ontem, havia “adotado” um macaquinho, chegando, segundo o que relatou (com muita dificuldade em falar o nosso dialeto) a amamentar o pequeno animal, que perdeu a sua mãe no meio da mata, abatido por algum animal silvestre.

Apesar de tudo, há uma enorme e brutal diferença nos dois casos. É certo que ambos (menores e indígenas) são protegidos pela legislação brasileira, mas no caso das menores, além do abandono moral a que estavam sujeitas, existia ainda o risco de outros acontecimentos que pudessem atentar contra a sua dignidade, por exemplo, no local, foram encontrados preservativos usados, não se pode afirmar que, por elas, mas que foram encontrados foram.

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