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Governador sai em defesa do MST e atribui invasões em MT a grileiros profissionais

O governador Mauro Mendes (União) alertou que grileiros profissionais estão aproveitando a tentativa de onda de invasões de terras organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para se beneficiar, especialmente em Mato Grosso. A afirmação foi feita na manhã desta quarta-feira, 14 de junho, em entrevista à Jovem Pan News.

Ao ser questionado sobre a CPI do MST, no Congresso Nacional, Mauro ressaltou a importância histórica do MST na luta pela reforma agrária, mas apontou que o movimento cometeu “alguns exageros”, com invasões de terras e “coisas que considero inapropriadas”. Apesar disso, ele enfatizou que a onda recente de invasões de terras em todo o país não pode ser atribuída apenas ao MST.

“O movimento dos Sem Terra teve, ao longo de sua história, uma importância, cometeu alguns exageros, invasões e coisas que eu considero inapropriadas para o passado, o presente e, principalmente, para o futuro do nosso país”, afirmou. “Aqui no estado de Mato Grosso, a nossa tolerância tem sido zero. Não só com o MST, vamos reconhecer que aqui e em muitos lugares do Brasil, não é o MST, são grileiros de terra, também, que estão aproveitando essa tentativa de onda de invadir terra”, complementou.

Para reforçar seu argumento, Mauro citou uma tentativa de invasão de terras em Ribeirão Cascalheira no mês de maio. O grupo criminoso tinha uma grande estrutura de apoio, incluindo contêineres com ar-condicionado e carros de luxo. Além disso, havia dois policiais militares da reserva entre os 12 presos.

“Um dia desses, nós pegamos aqui uma invasão que os caras chegaram lá para invadir terra e tinha contêiner com ar-condicionado, carreta, carros de luxo invadindo uma terra. E não teve moleza não. A polícia chegou e prendeu todo mundo em menos de 24 horas”, enfatizou.

“Todas as invasões que tentaram fazer aqui em Mato Grosso […] neste ano, nós atuamos em 24 horas com a Polícia Civil e Militar, prendemos, levamos para a delegacia e as pessoas estão respondendo por esbulho possessório”, emendou.

Questionado especificamente sobre o que pensa da CPI do MST, Mauro afirmou que o Congresso Nacional precisa apresentar resultados concretos para o país com essa investigação, para não cair na “vala comum” de CPIs que não têm resultados práticos, como já ocorreu no passado em várias ocasiões.

“Eu acho que a CPI é um papel importante do Congresso Nacional. Agora, o Congresso Nacional tem que tomar cuidado, porque tantas e tantas CPIs já foram feitas nesse país e, muitas vezes, o resultado foi muito aquém daquilo que poderia ser e, principalmente, daquilo que a população brasileira espera”, concluiu.

Gabriel Soares
Estadão Mato Grosso

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