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Trans foi assassinada por vender drogas e ‘falar demais contra facção’, diz delegado

As investigações iniciais sobre a morte da cantora e ex-candidata a vereadora Santrosa apontam para briga no território do tráfico por facções. A vítima estaria vendendo entorpecentes sintéticos sem autorização de grupo criminoso dominante na região. A mulher trans assassinada em Sinop (500 km ao Norte) e o corpo achado decapitado no domingo (10). Até o momento não foram identificados suspeitos. 

Em entrevista ao Cadeia Neles, nesta segunda-feira (11), o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Sinop, Bráulio Junqueira, explicou que, apesar de não terem sido localizados suspeitos, o crime foi consumado por integrantes da facção Comando Vermelho. 

“A informação é que a vítima foi executada por integrantes do Comando Vermelho, tendo em conta que a facção acreditava que ela era desafeto e estaria falando demais contra a facção”, afirmou o delegado.

De acordo com Junqueira, as investigações apontaram, ainda, que a vítima estaria vendendo drogas, mesmo sem ser filiada à organização criminosa. “A vítima estaria vendendo droga sintética e já teria tomado um ‘arroxo’ da facção pois não é permitido fazer isso se não for faccionado. Então esse foi o motivo da execução”, explicou.

A residência de Santtrosa foi invadida para o sequestro e parte da droga foi levada.

Até o momento, Junqueira confirmou ao Gazeta Digital que o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica ainda não foi liberado para informar se existem outros ferimentos, como tiros ou marcas de tortura, além da decapitação.

Na busca por localizar os autores do crime, o policiamento na zona rural de Sinop foi intensificado, de acordo Informações da Polícia Militar de Mato Grosso.

Sobre o caso
A ex-candidata a vereadora Santrosa,27, uma mulher transessuxal, foi achada morta na tarde de domingo, em Sinop. A vítima estava decapitada e com as mãos amarradas quando foi encontrada e a cabeça foi achada a alguns metros do local do corpo. 

Santrosa era cantora, digital influencer e filiada ao PSDB. A eleição de 2024 foi a única da qual a mulher participou e terminou como suplente de um dos candidatos.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o homicídio.

Aline Costa – Especial para o GD

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