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Sem previsão de concurso, secretária defende pregão após baixa de profissionais

Secretária de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira, afirmou que o Estado segue sem previsão de realização do concurso público da Saúde. Na manhã de terça-feira (29), gestora prestou esclarecimentos sobre a quarteirização dos profissionais de enfermagem e disse que a realização de pregão pela pasta não barra realização de seletivo. O pregão é usualmente feito para comprar de insumos, mas é cotado para contratação de mão-de-obra.

Convocação da secretária foi feita pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que defendeu que o pregão é uma ferramenta de compra de produtos ordinários, a exemplo de copos descartáveis, e não seria ideal para a contratação de profissionais da Saúde.

Aos presentes, a secretária disse que não houve opção por parte do Estado quanto ao pregão. E que, na verdade, a ferramenta foi escolhida para assegurar a assistência dos serviços de saúde em Mato Grosso.

Além disso, Kelluby apontou que o Estado segue empenhado nos estudos em torno da realização de um concurso para a Saúde – que não é realizado há 20 anos. Secretária acrescentou ainda que a pasta tem enfrentado muitas demissões que ocorrem em período curto de tempo.

“Não houve nenhuma opção ao pregão. Na verdade, como eu disse desde o início, a intenção da gestão é o concurso público que está se fazendo os estudos. Não é algo simples, como eu disse, porque se fosse simples já teria sido feito. Já tiveram outras gestões e não fez (sic). Porque são várias etapas, decisões, orçamento, a gente sabe que o início da carreira é alto então é uma questão que tem várias esferas”, disse.

“Temos muitas variações de baixas de uma hora para outra, como eu disse e repito somente no mês de setembro tivemos 40 solicitações de rescisões dentro de uma semana. Então, na verdade, o pregão eletrônico é só algo a mais para que eu não deixe que a assistência se paralise caso eu necessite”, acrescentou.

Deputado contesta

Na mesa ao lado da secretária, o deputado rebateu os apontamentos de Kelluby afirmando que as demissões ocorrem pelo fato de os profissionais serem mal pagos e sofrerem assédio constante.

“O argumento para o pregão, que tradicionalmente se utiliza para adquirir copo descartável e não profissional de saúde descartável, o argumento que a Secretaria de Saúde se utiliza é a rotatividade”, disse.

“Profissionais que passam em processo seletivo assumem e depois pedem demissão. Por que será que os profissionais que assumem em processo seletivo pedem demissão? Porque a remuneração é baixa, porque a remuneração é vergonhosa, porque as condições de trabalho e o assédio moral são permanentes”, pontuou.

Khayo Ribeiro
Gazeta Digital

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