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Sintaf não descarta greve de trabalhadores caso não haja avanço no percentual de reajuste

matéria NEGOCIAÇÃO SALARIALAlex Cordeiro

A negociação salarial para os trabalhadores nas indústrias madeireiras de Alta Floresta e região ainda não chegou a um acordo. O Sintaf, sindicato que representa a categoria dos trabalhadores busca um reajuste visando um salário de R$ 850,00 para auxiliar nível I, e R$ 1.150, 00 para o maio salário. Porém, o SIMENORTE, sindicato que representa as indústrias apresentou contra proposta de apenas 7,5% de aumento salarial, o que daria menos de R$ 780,00 para trabalhadores de nível I e R$ 1.049,15 ao maior salário. A contra proposta, no entanto, não foi aceita pelos trabalhadores.
O impasse na negociação salarial vem se arrastando desde o mês de abril deste ano.

Segundo o presidente do Sintaf, Antonio Carlos da Silva, uma possível greve dos trabalhadores não está descartada. Porém, ele afirma que a categoria vai aguardar até o próximo dia 19 de julho, data em que o Simenorte prometeu encaminhar para o Sindicato dos Trabalhadores, a decisão que será tomada em assembléia com os proprietários de madeireiras, para saber se poderá avançar um novo percentual de reajuste ou não. “Vamos aguardar para ver o que vai acontecer, os trabalhadores não podem continuar neste prejuízo”, disse.

Antonio Carlos acredita que as empresas devem caminhar na direção da valorização salarial, uma vez que o setor enfrenta uma grande dificuldade porque está pouca oferta de mão-de-obra no mercado de trabalho. “Está cada dia mais difícil encontrar trabalhadores dispostos a trabalhar no setor madeireiro, e isso é justamente devido aos baixos salários pagos pelos empregadores”, destaca o sindicalista.

De acordo com as estatísticas, em 2008 a demissão sem justa causa atingia uma média de 73,01%, enquanto que em 2013 houve uma queda considerável nestes desligamentos sendo um total de 52,52%. Em compensação, em 2008 a demissão por pedido de trabalhadores era de 22,57% e hoje está na casa dos 42,6% trabalhadores que está pedindo para sair das empresas.  “Tudo isso tem um significado, com a falta de valorização das empresas do setor madeireiro, estes trabalhadores estão pedindo o desligamento para ir trabalhar em outras empresas de outros ramos”, finalizou Antonio Carlos da Silva.

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