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Especial Mulher: A primeira vereadora de Alta Floresta

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Dionéia Martins

Há 20 anos atrás ela se despedia da vida pública para se dedicar a profissão e a família. Esta Cearense, nascida em Fortaleza se formou pela PUC em São Paulo, em Assistência Social. Francisca Angela Cunha, 68 anos, hoje viúva, morava em 1992 no distrito de Nova Monte Verde por onde foi eleita vereadora. Francisca Angela foi vereadora de 1993 à 1996 na 2ª legislatura em Alta Floresta.
Angela é de família tradicional de juristas e jornalista. Em 1986 Angela, chegou ao distrito de Nova Monte Verde, com o esposo e os dois filhos, Carlos Eduardo Furim, advogado em Alta Floresta, e Cassio Luiz Furim, juiz e diretor do Fórum em Lucas do Rio Verde. Numa época em que a região era carente de tudo, ela decidiu dá a sua contribuição elegendo-se vereadora, quando Nova Monte ainda era distrito de Alta Floresta.
Mesmo afastada da vida política ela nunca deixou de lutar pelo que acredita. Forte, bem humorada e alto astral, Angela contou um pouco de sua vivência e de sua experiência para o noso ESPECIAL MULHER. Confira a entrevista.
O Diário – 8 de março marca a luta das mulheres pela garantia dos direitos. A mulher precisou lutar muito para conquistar o direito ao voto e também para se eleger como representante do povo, você acha que mudou a forma que a mulher é vista na política?
Angela – A mulher jamais será esquecida , é uma luta constante dentro dela não tem como mudar, o que ela fizer já é muito importante porque ela é vida, então eu creio que na área que ela estiver, ela estar lutando, mudar ela não pode mudar, mas ela vai fazer a diferença e nessa diferença dela sabiamente no correr do tempo e da vida, automaticamente tudo o que ela contribuir vai ser muito importante. Eu creio que a mulher ela já tem todo esse potencial dentro dela, então tudo que ela fizer é valido, ocorrerá mudança sem ela se preocupar ela está mudando.
O Diário – A mulher sempre sofreu preconceitos e continua sofrendo, ela precisa vencer todas estas barreiras diariamente, quando você estava vereadora você sentia esse preconceito pelo fato de ser mulher?
Angela – Eu procurava mais escutar para não errar, é claro que existe preconceito porque nós somos diferentes, essa ai é que faz a diferença, mas isso não nos humilha isso nos engrandece porque a gente vai buscar lá dentro da gente esse poder de mulher que nós temos, essas qualidades de fazer, de agir, de amar a família a comunidade, ficamos calado mas sabemos que temos um grande potencial dentro de nós, nós temos o amor que é muito importante, Jesus resgatou a mulher, a igreja a mulher pra exatamente para salvar o mundo, então nós somos a igreja.
O Diário – Na sua opinião porque poucas mulheres chegam ao poder?
Angela – Eu acho que elas estão agindo no campo delas, nós somos seres políticos, então com certeza a mulher não é de cruzar os braços, elas estão fazendo sua política fora do poder legislativo, fora da câmara, elas não tem uma cadeira, elas não estão na cadeira mas estão andando, elas estão correndo, estão fazendo mais e agindo.
O Diário – De 15 vereadores você foi a terceira mais bem votada do município, porque deixou a vida política?
Angela – Eu achei que como profissional eu já havia ganhado muitas experiências na política eu achei que eu teria que me despolitizar e ser mais profissional e ir pelo caminho da profissão, e o caminho que é cristo, e o caminho é Jesus.
O Diário– Família
Angela – A família é um segmento que a gente plantou, eu dou conselho, mas eu também recebo conselho dos meus filhos, das minhas noras, dos meus netos, então a gente vive nessa comunhão nessa harmonia, mas não eu sendo a anciã mais velha. Então é uma comunhão, a família deve ser uma comunhão.
O Diário – Uma mensagem para as mulheres
Angela – Amem suas famílias ame a Deus sobre todas as coisas e amar é um amor incondicional família, família delas e famílias dos outro com prudência porque a gente tem que amar o próximo mas também tem que ver por onde que pode ajudar, se não puder ajudar materialmente, psicologicamente, doe o coração espiritualmente ou com a palavra porque a palavra é a vida.d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

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