terça-feira , julho 17 2018
              
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TIRO E QUEDA

O problema é  crônico e a solução está longe de ser colocada à disposição da população e, a bem da verdade, é o mesmo problema que vivem 10 entre 10 cidades mato-grossenses, estamos falando da poeira neste momento de estiagem.

Desde que me conheço por mato-grossense, isto lá no final da década de 80 quando cheguei do Paraná, é sempre assim, época de estiagem a poeira invade nossos ares e as nossas vias respiratórias, causando doenças e irritando principalmente as donas de casa que não conseguem sequer secar uma roupa no varal, porque ela sairá mais suja do que estava quando foi para o tanque.

Mas isso não tem solução?

Tem, e ela passa necessariamente pela implantação de asfalto nas ruas de terra, o que, se não  acaba com a poeira, diminui a sua incidência significativamente.

E é aí é que mora o problema. Construir asfalto é caro, requer dinheiro público e vontade política, e não se trata “apenas” dos políticos locais, não, é preciso vontade política de “gente graúda”, governador, deputados estaduais, federais, senadores, secretários de estado, essa gente que detém o poder e com ele (o poder) a chave do cofre.

E que cofre.

Apenas para reflexão, além da altíssima  carga tributária brasileira, os governos estaduais, principalmente, vivem inventando “moda” para avançar ainda mais no bolso do contribuinte. Há alguns anos foi criado o Fethab, que é o fundo para transporte e Habitação. Gente, pelo tanto de dinheiro que esse fundo gerou para o governo do estado, não era para ter mais um metro de asfalto em Mato Grosso, ou quem sabe nenhuma família sem um  teto para morar.

Mas é claro que não é bem assim, o Fethab serviu para sabe-se lá o que e as nossas narinas continuam a ser entupida pelo pó da estrada.

Sabe-se lá o que? É possível que nossos políticos já saibam muito bem para que (ou para quem) serve o Fethab, tanto é verdade que já decidiram prorrogar uma CPI instalada em Mato grosso para justamente investigar e conhecer “por dentro” a estrutura do Fethab e outros fundos, é provável que, ao final da investigação (ou seria “investigação”?), se saiba exatamente o tamanho do rombo causado pelos governantes nos bolsos de nós os contribuintes.

Então, como o Fethab não serve para seu real fim, resta-nos inalar mais um pouco do pó da estrada, que este não tem jeito, vai subir mesmo, certo como o ar que respiramos.

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