O deputado estadual Major Araújo pediu autorização para entrar armado no plenário da Assembleia Legislativa de Goiás durante sessão realizada na terça-feira, 12 de maio de 2026. O episódio aconteceu na Assembleia Legislativa de Goiás e rapidamente ganhou repercussão política e nas redes sociais, em meio ao clima de tensão envolvendo integrantes do PL no estado.

O pedido ocorreu após uma sequência de conflitos públicos protagonizados pelo parlamentar. Dias antes, Major Araújo havia feito denúncias em uma emissora de rádio contra o coronel da Polícia Militar Edson Melo, conhecido como Raiado, insinuando suposto envolvimento do oficial com o PCC. Pouco depois das declarações, o coronel compareceu ao plenário da Alego e permaneceu encarando o deputado, situação interpretada por Araújo como tentativa de intimidação.
Além do episódio com o coronel, o deputado também se envolveu recentemente em um bate-boca com o parlamentar Amauri Ribeiro, outro integrante do PL goiano. Em sua justificativa, Major Araújo afirmou que teme possíveis agressões físicas e declarou que, caso seja atacado, reagirá em legítima defesa, mencionando dispositivos do Código Penal. Segundo ele, o objetivo não seria “sair no soco” dentro da Assembleia.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto, rejeitou imediatamente a solicitação. De acordo com o parlamentar, a regra atual proíbe qualquer pessoa de entrar armada no plenário, e a norma será mantida independentemente do pedido apresentado pelo deputado. A negativa encerrou oficialmente a possibilidade de flexibilização da medida dentro da Casa.
O caso expôs o clima de desgaste interno no PL de Goiás e ampliou o debate sobre segurança e radicalização no ambiente político. Enquanto setores da esquerda passaram a usar o episódio para reforçar críticas ao que chamam de “escalada de violência política ligada ao bolsonarismo”, apoiadores do deputado afirmam que o pedido foi motivado por preocupação real com a própria segurança diante das ameaças e intimidações relatadas.












