Simone Gomes
Em parceria com o Governo Federal, a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) divulgou que pelo menos 12 cidades do interior do Estado seriam contemplados com o Programa de Aviação Regional. No entanto, o plano se tornou uma incógnita.
Procurada pela reportagem, a assessoria da pasta se limitou a dizer que não irá se pronunciar sobre o projeto, pois ainda não há nada definido para que os investimentos sejam concretizados. Nem ao menos a informação de que o número de cidades contempladas foi reduzido foi confirmado pela Secretaria.
De acordo com o plano inicial do programa de expansão, os estudos foram divididos em cinco etapas que devem atender as principais cidades do interior do Estado. São elas: 1ª – Estudo de Viabilidade Técnica (EVT); 2ª – Estudo Preliminar; 3ª – Licenciamento Ambiental e Anteprojeto; 4ª – Licitação e 5ª – Em obras.
Os aeroportos do Estado que já estão na segunda etapa (estudo preliminar) do programa são: Barra do Garças, Cáceres, Juara, Juína, Matupá, Pontes e Lacerda e São Félix do Araguaia. Nesta parte do processo, são definidos itens como o tamanho da pista, do pátio e do terminal e o investimento que seria necessário para isto.
Na terceira etapa (Licenciamento Ambiental e Anteprojeto), estão os seguintes terminais: Alta Floresta, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Vila Rica. Nesta fase, os aeroportos precisam da licença ambiental e da elaboração de projeto de engenharia para a licitação.
O momento atual, segundo a secretaria, é aguardar para que novidades sobre o projeto sejam divulgadas. Pelo visto, é esperar…
Falta de segurança
A falta de segurança dos aeroportos virou caso de polícia. Bandidos aproveitam as falhas estruturais dos espaços, para agirem criminalmente. Um dos casos que ganhou destaque há poucas semanas, foi a morte do policial federal Mário de Almeida Mattos, de 33 anos, durante uma operação para impedir o roubo de uma aeronave.
Na ocasião, ocorrida no último dia 16 de maio, o agente federal foi morto em meio ao um tiroteio provocado por uma quadrilha, que praticava o crime no aeroporto de Sinop. Após a ação, o policial foi levado ao Hospital Regional da cidade, mas morreu horas depois.
Conforme o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou, Mário morreu em decorrência de uma hemorragia provocada pelo tiro. A bala atravessou o corpo da vítima e só parou no braço.