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Políticas Públicas: Em seminário sobre Aterro Sanitário entidades propõe criação de Fórum Permanente para discutir tema

ALTAIR NERY / Da Reportagem

O Primeiro Seminário de Resíduos Sólidos de Alta Floresta realizado pela Comissão de Políticas Públicas (CPP) da 8ª Subseção da OAB/MT resultou na proposta de criação de um fórum permanente de discussões em torno do assunto. Ao todo sete palestrantes dissertaram na noite de quinta-feira, 06 sobre o tema “Aterro Sanitário”. O conteúdo das palestras focou especialmente nas experiências em torno do problema, com propostas de soluções. A Mesa de Autoridades contou com a presidente da 8ª Subseção, Lurdes Navarro, Joel Quintela, presidente da CPP, o prefeito Asiel Bezerra a vereadora Cida Sicuto, dentre outras autoridades. Ao final do encontro foi sugerido a criação de um Fórum permanente de discussões em torno do tema. A Proposta será analisada em reuniões com entidades como Ministério Público do Trabalho, Ministério Público de Mato Grosso, Secretaria de Meio Ambiente e Ordem dos Advogados do Brasil.

As palestras foram conduzidas por Kaytiane Morosini, multiplicadora da “Agenda 2030 da ONU – Organização das Nações Unidas”, que desenvolve em Alta Floresta, em várias escolas, um trabalho de educação ambiental, dentre eles a coleta seletiva de lixo. Jhony Réus Scholz , presidente da Associação dos Catadores de Sorriso – MT que é formada por pessoas que sobrevivem da catação, triagem e comercialização de materiais recicláveis e que beneficia 18 famílias desde o ano de 2011. Segundo Jhony Réus, “a ASC retira do meio ambiente 70 toneladas/mês, que deixa de ser aterrado, aumentado a vida útil do aterro e a minimização dos danos ambientais no município”.

Também palestraram a Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Ludimila Pereira Araújo, que tem desenvolvido uma ação no sentido de criar e dar suporte à uma associação similar à da cidade de Sorriso, Eloisa Pianovski, Engenheira Sanitarista e Ambiental de Alta Floresta, Paulo Correia, diretor de Meio Ambente da cidade de Sorriso, Luciano Martins da Silva, representante do Ministério Público de Mato Grosso e a Dra Solange Aparecida Arrolho da Silva, da Unemat, que na companhia de técnicos  da Secretaria de Meio Ambiente, realizou uma visita técnica ao “aterro sanitário” no ano de 2018, oportunidade em que foram feitas algumas observações, especialmente em relação à qualidade da água numa análise microbiológica  com “Teste Presuntivo (Método- NMP Caldo Lactosado), Pesquisa de Coliformes Totais (Método – NMPCaldo Verde Brilhante) e Pesquisa de Escherichia coli  (Método-NMP-CaldoEC)”. Os resultados foram aterrorizantes, porém dentro do que era esperado, já que se trata de um lixão à céu aberto. “Assim os valores encontrados para Escherichia coli e Coliformes Totais estão muito acima dos padrões e dos valores de referência citados na resolução nº 357 do CONAMA”, explicou.

As palestras foram fechadas com Denise Pontes Duarte, Engenheira Sanitarista  de Colíder, aonde, desde 2010, funciona um aterro sanitário, a experiência de Colider foi apresentada para um público que lotou as dependências do auditório da OAB e já pode vislumbrar uma solução para o problema de Alta Floresta. Denise Pontes encerrou uma palestra com uma mensagem aos Altaflorestenses parafrasendo a jornalista americada Belva Davis, “não se preocupe com a distância entre seus sonhos e a realidade, se você pode sonhá-los você pode realizá-los”.

“O resultado do Simpósio foi reflexo do esmero , da união e do debate árduo que esta equipe teve no decorrer destes últimos quatro meses”, comemorou o presidente da CPP, fazendo questão de registrar a participação dos advogados integrantes da CPP, Claudinei Fortunato Prado, Altair Nery, Sandra Correa Mello e Veronica Bortolassi.

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