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Asfaltamento da BR-163 deve terminar somente no 2º semestre de 2018, diz Neri Geller

BR-163-PA-Olhar-Direto-capaEm entrevista ao na última quinta (23), durante o Fórum Ferrovias e Integração dos Modais, realizado em Nova Mutum (a 269 km de Cuiabá), Neri disse que as obras estão andando bem, apesar do atraso. Em julho, a previsão era que o trecho fosse terminado ainda neste ano.

“Vai concluir no ano que vem até o final da seca, em agosto ou setembro. Se Deus quiser boa parte da safra do milho já vai viajar pelo chão preto até Miritituba (PA) e também até Santarém (PA). E é importante dizer que a manutenção está sendo feita e que está dando fluxo na via”, defendeu o secretário.

Ele complementou dizendo que existe uma expectativa que os trabalhos avancem nesse final de ano e um trecho de 40 km fique para 2018. Neri lembrou que a rodovia é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que as obras estão sendo executadas pelo Exército.

Na última quinta o secretário do Mapa também começou a participar do Estradeiro da Integração, uma ação de três dias de duração para verificar justamente as condições de trafegabilidade da BR-163. A questão foi organizada pela Prefeitura de Alta Floresta e os carros passaram por Guarantã do Norte, Novo Progresso e as cidades paraenses de Miritituba, Itaituba e Santarém, onde termina a rodovia.

Problemas

A BR-163 é uma importante via para Mato Grosso porque leva parte da produção agrícola do Estado para os portos de Miritituba e Santarém, no Pará. De lá, a produção é escoada para os países compradores dos insumos brasileiros.

A rodovia é alvo de fortes críticas há algum tempo e mais ainda neste ano, quando um trecho de cerca de 50 km da rodovia ficou travado para o tráfego de caminhões após um grande volume de chuvas. Cerca de 5 mil veículos chegaram a ficar atolados na região, gerando caos e perda financeira para produtores.

A BR-163 começou a ser construída na década de 70 no estado, mas hoje se estende do município gaúcho de Tenente Portela até o Pará. Ao todo, são 3.470 km de extensão. Em março de 2014, dois trechos foram privatizados, um em Mato Grosso do Sul e outro em Mato Grosso.

A rodovia é toda pavimentada, à exceção do Pará, onde a falta de asfalto causa prejuízos ao escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país. Os altos índices pluviométricos da região contribuem para dificultar os trabalhos de asfaltamento. Neste ano foram investidos R$ 128,5 milhões do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para as obras. (RDNews)

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