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Delegado afirma que versão da adolescente que alvejou garimpeiro é condizente com o que foi apurado até agora

Bruno Felipe / Da Reportagem

O Delegado Dr. Vinicius Nazário, da Delegacia Municipal de Polícia Civil de Alta Floresta, ouviu na semana passada o depoimento da menor de 12 anos que está sendo acusada de efetuar disparos contra um garimpeiro que teria invadido sua propriedade situada na Pista do Cabeça. O caso ocorreu no domingo, dia 29 de agosto. Na resenha do Boletim de Ocorrências, o homem de 27 anos relatou para a Polícia Militar que trabalha no garimpo aos fundos da propriedade onde a jovem reside e na manhã daquele dia, ele foi para o local de trabalho, mas, para isso, teria que passar pela propriedade. Neste momento, ao se aproximar da propriedade, a filha do proprietário disse que não era para ninguém entrar ali. Mesmo assim, o homem entrou e a menina então teria se apossado de uma espingarda calibre 22 e disparou duas vezes em sua direção.

Uma ‘fakenews’ (noticia falsa) dizendo que a jovem havia sido detida pela polícia por ordem de um Promotor Público de Mato Grosso chegou a circular na internet, mas o promotor de Alta Floresta Daniel Carvalho publicou uma nota esclarecendo os fatos e desmentido o ocorrido. Na última quinta-feira (03/10), em entrevista para a impressa, o delegado Vinicius afirmou que em nenhum momento a menina foi detida e que ele não vê necessidade de representar pela apreensão da adolescente.

Na oitiva, a jovem relatou ao Delegado que teria sido destratada pelo homem alvejado e que ainda ele teria a ameaçado de morte; por conta do temor de que algo acontecesse com ela e com a irmã que também estava na propriedade, a menina então teria se apossado da espingarda. O homem não tinha autorização para ficar no local e segundo a adolescente à polícia, existe uma outra porteira que também dá acesso ao garimpo, então o homem alvejado poderia passar por essa porteira sem passar pela frente da casa da adolescente. “Esse garimpeiro teria propagado algumas ameaças, teria falado algumas frases de que o pai dela queria mandar muito no local, não deixar ele passar e em um certo momento ele teria falado que gente que se acha muito morre e isso para uma criança de 12 anos pode ter causado esse temor todo”, disse o delegado.

Ele afirmou que verificou todas as versões e até o momento a versão da adolescente é condizente com que o foi apurado no local. Vale ressaltar que durante o depoimento, a adolescente teria informado ao delegado que no dia anterior do ocorrido, seu pai e o homem alvejado teriam se desentendido. O delegado afirmou ainda que a jovem efetuou apenas um disparo e não dois como foi divulgado pela polícia militar, através do relato da vítima no Boletim de Ocorrências. Segundo o delegado, a arma do crime ainda não foi localizada, já que, após os disparos, a menina jogou a arma no chão e entrou na propriedade; o delegado afirmou que a menina disse ter efetuado o disparo, mas sem a intenção de alvejar o rapaz, porém, ao ver que tinha o atingido, correu para dentro de casa. Segundo as investigações, mesmo após ferido, o rapaz foi até a um bar, encontrou o pai e a mãe da menina e ainda tentou agredir o pai da menina. O homem alvejado continua internado no Hospital Regional e o caso passará a ser investigado pelo delegado Pablo Carneiro.

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