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EDITORIAL – JORNAL O DIÁRIO

Hoje o espaço do Tiro e Queda será destinado a um EDITORIAL. Desta forma, as opiniões que normalmente são expressas aqui, não serão expostas, mas sim um posicionamento oficial do O Diário, em relação às eleições deste 28 de outubro, quando o povo brasileiro vai às urnas para eleger o nosso futuro presidente da república. Mas antes de entrar diretamente no tema, queremos fazer um registro histórico e um agradecimento.

Em 19 anos de O Diário, iniciado em 25 de janeiro de 1999, esta é a quinta eleição presidencial que acompanhamos, o jornal nasceu no início do segundo ano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas eleições de 2002, o segundo turno foi disputado entre Lula (PT) e José Serra (PSDB), com vitória do petista com 61,27% dos votos. Em 2006, novamente Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) foram para o segundo turno e Lula cravou 60,83% dos votos. Nas eleições de 2010, Dilma (PT) e José Serra (PSDB) foram para o segundo turno e a petista saiu vitoriosa com 56,05%. Já em 2014, o segundo turno se deu entre Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB), com vitória da petista por 51,64%  dos votos, vitória acirrada que efervesceu os ânimos do candidato derrotado que, sem dó nem piedade iniciou uma guerra política contra sua opositora, orquestrada de modo a encerrar o mandato da petista com um processo de impeachment. Atualmente o país está vivendo um novo segundo turno, agora entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Considerando apenas o período democrático (de 1988 para cá), o Brasil teve um presidente do PRN, Fernando Collor que sofreu impeachment e deu lugar à seu vice, Itamar Franco e os outros todos ou do PT ou do PSDB (FHC foi duas vezes). Dois vices, Itamar Franco (PMDB) e Michel Temer (PMDB) assumiram a presidência por vacância causada pelos processos de impedimentos de Collor e Dilma.

Tudo isto é um pouco de história. Parte dela relatada nas páginas do Jornal O Diário (cinco eleições), sempre com muito respeito a todas as opiniões de eleitores, sempre pautando pela lisura no tratamento com as pessoas (leitores). Talvez este modo de pensar tenha feito com que o Jornal fosse eleito, ano a ano, o Melhor Jornal de Alta Floresta, o quem ocorrido nos últimos 18 anos seguidos (12 como Mérito Lojista e os outros no antigo troféu Melhores do Ano, ambos do CDL), escolha que aliá, nós agradecemos muito por esta escolha.

No entanto, neste ano, com a polarização que se deu no pleito atual, a imprensa do Brasil inteiro tem sofrido na pele com as opiniões de “torcedores” deste ou daquele candidato. Basta você por uma matéria falando de determinado candidato e lá vem uma enxurrada de críticas, experimenta colocar do outro e novamente lá vêm críticas.

Nós entendemos que a crítica é uma ferramenta muito importante, gostamos de sermos criticados, isto nos faz crescer. Porém, está havendo um exagero neste momento político. As críticas estão saindo do campo do mero “não gostei” partindo para o campo das acusações, isto para todos os meios de imprensa. Se fossemos só nós, eu estaria muito preocupado, mas os exageros e absurdos são generalizados. Experimente olhar os comentários expostos em empresas consagradas como Terra, Uol, G1, dentre outros.

Quanto às informações que aqui foram registradas neste período, afirmamos que todas foram pautadas em fontes altamente confiáveis, as reportagens produzidas por nossa equipe tendo como tema os fatos políticos na cidade de Alta Floresta procuraram evidenciar com pesos idênticos os atos dos dois polos desta eleição, seja por que a lei prevê, seja porque a nossa decisão foi essa. Mas houve críticas. Ah se fossem só críticas, fomos chamados de bolsomínions por uns de petralhas por outros. Não colou, nenhuma das afirmações não nos atingiu, o combustível que movimenta a nossa engrenagem é o apoio que recebemos de nossos leitores críticos (sem fanatismo) e as acusações foram facilmente compreendidas.

Desta forma, nos resta, nestes dois dias que faltam para o pleito (hoje e amanhã), pedir aos eleitores que compareçam às urnas no domingo, votem conscientemente naquele candidato que tenha um mínimo de proximidade com sua forma de pensar, que atenda seus anseios, que seja a expressão daquilo que você quer para seu país, para seu estado, para seu município, para sua família, para você. Não se deixe levar por pressões recebidas, seja por meio de redes sociais, no seu campo profissional, no seu ambiente familiar, na escola, aonde quer que seja. Saiba que o voto, como dita o Regime Democrático, é “secreto, individual e é livre”, secreto, porque ninguém tem como saber sobre seu voto a não ser que você mesmo queira expor, individual, porque é intransferível, é você quem vota e ponto final e finalmente, é livre, por que não depende de amarras, não está sujeito à determinações de quem quer que seja, ninguém manda em você, exerça essa liberdade.

Por fim, ampliamos o chamamento para você que não foi às urnas no primeiro turno, compareça, participe do pleito, dê sua parcela de contribuição, mesmo que você não goste de nenhum dos candidatos, saiba que quem for às urnas irá decidir por você, escolha um dos dois e não terceirize a decisão, ainda que a obrigatoriedade do voto incomode, o momento da Democracia é este e o Brasil precisa de todos nós. Bom voto e que na segunda feira tenhamos um Brasil unido e caminhando nos trilhos da Democracia.

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