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TIRO E QUEDA 25/10

TIRO E QUEDA, por Altair Nery

Uma reportagem veiculada pela TV Nativa, Canal 7, nesta quarta-feira, 24, mostrou o desespero de uma família formada por uma professora, Sheila e seu marido Ricardo, com duas filhas, que receberam uma ação de despejo por ocupar uma “área irregular”, ou seja, um terreno em lote público.

Na reportagem a professora alega que adquiriu o terreno de boa fé, sem saber que se tratava de uma irregularidade, pagou pelo terreno R$ 48.000,00 e investiu mais em torno de R$ 130.000,00 para construção de uma casa para abrigar a família.

Ontem, a família foi despejada, por ordem da Justiça em um processo de reintegração de posse e o pior é que, aparentemente, a família não conseguiu “se defender” no processo.

Os nomes do prefeito Asiel e de outras duas pessoas, Tonhão (ex-servidor) e senhor Carlos (não foi identificado quem seria), aparecem na reportagem.

Sobre este imbróglio, vamos procurar hoje saber exatamente do que se trata.

Mas o certo é que a família foi desalojada de sua moradia e, ainda que haja erro, não foi levado em consideração o fato de que a família estava lá de boa fé, ou seja, ao menos pelo que foi divulgado, foi induzida a erro. Cabe, sem qualquer sombra de dúvida, algumas atitudes no sentido de responsabilizar a quem tenha dado causa a este erro.

É bom que a gente se lembre de que  (já denunciado aqui mesmo no O Diário) Alta Floresta viveu nos últimos anos uma espécie de “farra das doações” de terrenos, inclusive várias igrejas evangélicas, por ação de um vereador, foram beneficiadas com doações de terrenos públicos.

Nem uma coisa, nem outra. Se estão ocupando áreas públicas, todos precisam ser penalizados, ou então, se alguém esteja sendo “protegido”, todos precisam receber tratamento “parelho”.

A reportagem, que foi postada na página de facebook da emissora de TV, está com altíssima visualização e causa um sentimento de revolta ao se ver o desalojamento que é feito.

Mudando de assunto: agora sobre política.

Esta semana o site RD News, de Cuiabá, produziu uma matéria aonde aponta o enfraquecimento da região norte do estado em termos de representatividade política. A imprensa cuiabana fala nesta matéria aquilo que nós já repetimos várias vezes aqui mesmo no Tiro e Queda.

Mas que sirva de lição para nós, tanto os eleitores, quanto os candidatos que precisam fazer uma espécie de “mea culpa, ontem tive um diálogo com o empresário Edinho Paiva, que foi candidato a deputado estadual e ele apontou que houve uma abstenção/junto com os votos nulos, que ultrapassou a casa dos 40%, ou seja, quase 18 mil votos que os eleitores  decidiram não dar a ninguém, destes, mais de 11 mil foram de abstenção puramente dita e outras 6 mil e tantos, foram de pessoas que até foram às urnas, mas preferiram anular seus votos.

Hora de tentar entender os eleitores e reconhecer os erros, simples assim. Isto serve para todos os candidatos, afinal, não elegemos ninguém, não é mesmo?

Politica Nacional

Como registro, a polícia do Rio Grande do Sul, ontem, encerrou o inquérito sobre uma jovem que teve a suástica nazista inscrita em seu corpo e afirmou que houve “automutilação” ou que a suástica teria sido feita com seu consentimento. No dia do ocorrido, logo após as eleições, o delegado já apontava que teria sido uma “suástica do bem”. A polícia agora pretende processar a jovem por “falsa comunicação de crime”. Que coisa, ein!

E ainda sobre crimes neste período eleitoral, agora em São Paulo, o ex-“prefeike” João Doria, candidato a governador pelo PSDB, pode ter sido vitima de uma farsa, ao menos é o que aponta um laudo feito a pedido da Revista Veja no vídeo aonde ele supostamente aparece em uma orgia com cinco mulheres. “Segundo Roselle, o responsável pela manipulação usou um software forense de origem canadense para criar uma espécie de “máscara digital” de Doria, colando-a sobre as imagens reais do homem no vídeo”, aponta uma reportagem da Isto é.

Como se trata de uma perícia independente, feita às pressas, até pelo conteúdo e pelo momento político, tudo isso ainda irá render muita conversa.

O certo é que a PF já disse que tem condições de descobrir a origem de tudo o que se publica na internet, apontando quem e com que objetivo fez. Ou seja, na internet, nada fica escondido, de ninguém. Bom saber, bom saber… mas isso eu já sabia!

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