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No adeus a Paulo Roberto Paulinho, artistas prometem restaurar pintura do letreiro da entrada da cidade

Com a presença do secretário de cultura Zamir Mendes, diretor de Cultura Cauan Lima e a vice prefeita Neia Munhoz, os artistas pediram o tombamento da obra

O corpo do artista plástico Paulo Roberto Paulinho, 57, foi sepultado na tarde desta segunda-feira, 15, no cemitério Jardim da Saudade, em Alta Floresta. Paulinho fazia tratamento contra um câncer na região do pescoço e morreu na manhã deste sábado, 13, no Hospital de Câncer de Cuiabá. Familiares e vários amigos, principalmente ligados ao setor cultural de Alta Floresta renderam-lhe homenagens póstumas.

Paulo Roberto Paulinho atuava retratava sua arte através da pintura, no entanto sempre esteve ligado à outros setores culturais, como teatro e música, tendo inclusive participado de grupos musicais, como percursionista em vários eventos, especialmente no Fescaf – Festival da Canção de Alta Floresta. Durante a homenagens, vários destes momentos foram lembrados pelos artistas que lá estavam.

Ao final, dois momentos marcaram a cerimonia de sepultamento, a cantora Marcia Hipólito cantou a música “quiquiô”, música que foi cantada por diversos artistas brasileiros, dentre eles, Geraldo Espíndola. Esta era uma das músicas preferidas de Paulinho e nos leva a compreender um pouco sobre a história dos índios e principalmente sobre a migração indígena pela América do Sul e pelo Brasil, a chegada dos europeus numa era em que o Brasil era habitada apenas por índios e a migração dos índios para varias regiões do Brasil e para a América do Sul. Em um destes trechos, a música aponta, “E formaram suas tribos/Cada um em seu lugar/Vez em quando se encontravam/Pelos rios da América/E lutavam juntos contra o branco/Em busca de servidão/E sofreram tantas dores/Acuados no sertão/Tupi entrou no Amazonas/Guarani ainda chama.

Outro momento foi quando, Josimar Rodrigues da Silva, que acompanhou Paulinho nos seus últimos dias na capital, fez um pedido direcionado ao secretário de Cultura,  Zamir Mendes, diretor de Cultura Kauan Lima e à vice-prefeita Marinéia Munhoz, que estavam presentes nas homenagens para que “autorizassem” os artistas a recriar a arte no letreiro de Alta Floresta, pintado por Paulo Roberto Paulinho no ano passado, mas que “do dia para noite”, sem nenhuma discussão com a área cultural, foi apagada pela ex-gestora da cultura, deixando o letreiro novamente branco. Néia e os comandantes da cultura autorizaram de imediatamente. “Nós queremos que seja tombado também, para que ninguém chegue da noite pro dia e apague novamente”, afirmou.

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