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Tiro e Queda 04/10

Tiro e Queda, por Altair Nery

Uma “bomba política” foi deflagrada no final da manhã desta quarta-feira, 03, com o vazamento de um  áudio em que a juíza Selma Arruda, candidata ao Senado pelo PSL, afirma em áudio que o candidato a reeleição Pedro Taques pelo PSDB pretendia gastar 15 milhões de reais na sua campanha, quase três vezes a mais do que o teto permitido pela Legislação para um candidato a Governo em Mato Grosso (valores são mensurados de acordo com o numero de eleitores de cada Estado). A matéria foi publicada pelo site Midianews.

A reunião em que o áudio foi gravado, teria acontecido entre Selma, Victório Galli e “outros membros da coligação”, aponta a reportagem, em que eles discutiam a situação financeira de suas campanhas.

No áudio, a ex-juíza (usa o nome de juíza na campanha com autorização da Justiça Eleitoral) afirma que Pedro  ficaria responsável por conseguir R$ 7,5 milhões de reais e o restante responsabilidade dos outros membros da coligação.

“Eu vou te explicar uma coisa que vocês não sabem. Nas reuniões da majoritária, eu estava tentando trazer dinheiro para todos os partidos e para o nosso, principalmente. Só que nas reuniões de planejamento da majoritária, estavam os dois aqui de prova [Victório Galli e Nelson Barbudo], tá. A ideia deles era fazer o seguinte: a majoritária assumir a dívida. Assim, a campanha iria custar R$ 15 milhões. A campanha do governador iria custar R$ 15 milhões. R$ 7,5 milhões, o governador iria se virar. E os R$ 3,250 milhões cada um de nós iria se virar”, afirma a reportagem.

“Aí, eu perguntei assim: Tá, mas nós vamos tirar o dinheiro da onde? ‘Não, vocês vão assinado notas, fazendo dívidas, depois a gente arruma o dinheiro e vocês cobrem a dívida’. É assim que vocês queriam que eu arrumasse dinheiro? É isso que eles estão prometendo para vocês, que eles não vão cumprir nunca. Nunca!”, disse ela.

A reportagem do Midianews procurou uma Nota da candidata Juiza Selma e ela se posicionou dizendo que o áudio foi adulterado e afirmou que sairá limpa do processo eleitoral.

“Ali, fica claro que eu estou sendo pressionada a fazer acordos para obter financiamento a qualquer custo. E fica mais claro, ainda, que me neguei a fazer qualquer coisa errada. Entrei na disputa eleitoral limpa e vou sair limpa. Vamos provar que é possível vencer uma eleição sem ter que violar seus princípios de ética, honra e de cristão”, afirmou.

Nossa opinião: A juíza Selma Arruda, na política é novata e está, apenas agora, aprendendo que neste jogo as regras eleitorais não são as mesmas que as “regras politicas”, é preciso dizer que, às vésperas de uma votação importante como a do próximo domingo, qualquer fato como esse repercute como se fosse um ato de desespero.

O problema é que envolve nomes, como por exemplo, do candidato a governo, que, uma vez confirmada esta versão, teria, no mínimo, o animus de cometer crime (caixa dois). É claro que Taques não vai assumir como “verdadeiro este bilhete”. Se tem uma coisa que Taques não é mais é “político amador”, aprendeu e aprendeu muito a fazer política.

Mas, e se for verdadeiro, então surge outra pergunta. Porque não denunciou?  E mais uma pergunta. Se não tivesse brigado com o Taques, este assunto viria à tona? Imagino que não, o que acarretaria, já de primeira, que haveria caixa dois com a conivência e quem sabe participação da juíza. Que angu de caroço.

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