quinta-feira , julho 19 2018
              
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TIRO E QUEDA

TIRO E QUEDA

Não é o “terceiro capítulo”. Nos últimos dois dias falamos aqui sobre a aberração cometida contra o patrimônio público, contra um artista plástico da cidade e contra a inteligência do povo de Alta Floresta (Deus abençõe), que foi o ato de apagar uma obra cultural feita há pouco menos de dois no letreiro na entrada da cidade.

O motivo de voltar ao tema hoje é para informar ao leitor do O Diário, especialmente do Tiro e Queda, que nossa equipe tentou várias vezes fazer uma entrevista com a sub da Cultura, Flávia Bulhão, mas ela não nos atendeu. Ontem conversamos com um integrante da equipe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura que nos prometeu tentar um posicionamento da Bulhão em relação ao assunto. Aguardaremos e assim que a matéria for produzida estaremos editando e publicando aqui mesmo no jornal, como já fizemos em outras oportunidades, claro. O espaço está aberto.

Mudando de assunto, por que este, apesar de continuar “causando”, já está cansativo.

Nesta semana Alta Floresta recebeu a visita do Secretário de Estado de Agricultura, Suelme Fernandes.

Para nossa alegriaaaaaaa, Suelme veio à Alta Floresta para nos apresentar uma conquista, trazer algo feito por este governo do estado que há muito nos abandonou. Confesso que fiquei esperando que viesse uma dúzia de patrulhas mecanizadas para serem espalhadas pela zona rural ficando a disposição dos agricultores, ou quem sabe recursos para construção de um grande centro de armazenamento de grãos para os pequenos proprietários se juntarem e assim ficarem grandes (cooperativismo) e competirem de igual para igual com os gigantes do agronegócio. Talvez um programa financiamento agrícola, ou qualquer coisa que valesse a pena o esforço de toda a sociedade, da imprensa, das autoridades locais, em receber o nobre representante da estrutura governamental.

Mas qual foi minha surpresa? Suelme, o secretário, veio à Alta Floresta para “entregar” a reforma de uma van que servirá para o programa Pro-café.

Vou repetir, mas em letras garrafais que é para ninguém ficar sem entender. REFORMA DE UMA VAN.

Os mais desavisados vão pensar, ora, se não deu para trazer um veiculo novo, ao menos trouxe um veículo usado (eita complexo de inferioridade)…

NÃOOOOO você que pensou isso não entendeu direito, a Van já pertencia à Alta Floresta apenas foi reformada. Repito REFORMADA….

Sabe quanto custa uma passagem aérea (você acredita que ele veio de busão?) de Cuiabá para Alta Floresta? Comprada de última hora chega a custar mais de milequinhentos. Programado com antecedência uns 600 pilas. Dobra isso. Some ao custo a alimentação do secretário, se veio mais alguém junto, de seus assessores, o pernoite, as diárias que eles recebem lá na capital para seu deslocamento. Acho que o somatório do custo do cabocro que veio entregar a reforma da Van pode ter sido ainda maior. E se colocarmos neste custo o tempo de trabalho das pessoas de Alta Floresta que se deslocaram para o evento? Nós mesmos, da imprensa, acreditando que se tratava de uma grande conquista, combustível, funcionário, tempo, (perda de tempo).

É assim que este governo nos trata. Com migalhas, nada mais do que migalhas. Será que o Suelme não tem vergonha de ter vindo “entregar uma reforma”? Sinceramente, acho que não, pois seu chefe, o Pedro Taques, dia desses inaugurou uma faixa de pedestres.

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