quinta-feira , julho 19 2018
              
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Tiro e Queda

Tiro e QuedaA coisa é séria demais. O Hospital regional corre o risco, hoje, de fechar as suas portas se o Governador Pedro Taques não ordenar que o seu secretário de saúde, Marcos Bertúlio, deixe de ser caloteiro e pague os fornecedores da unidade de saúde, os médicos para que estes retornem aos trabalhos e adquira os insumos para o funcionamento adequado da unidade.

Ontem, o “paciente” Hospital Regional Albert Sabin, quase teve um colapso, e por pouco não morreu diante a incompetência do governo do Estado em gerir a saúde pública. Não fosse por uma ação “desesperada” da direção, que conseguiu oxigênio e gás de cozinha para mais 24 horas de trabalho, o hospital já teria fechado as suas portas.  Só que o hospital continua na UTI. O pulso, ainda pulsa, mas por quanto tempo?

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, seja por meio de ofícios encaminhados ao órgão pelo Conselho de Saúde, seja por informações prestadas pela própria instituição de saúde, ou até mesmo pelas matérias publicadas na imprensa local em farta quantidade, já poderia ter se posicionado, afinal, o MPE é o guardião da coisa pública, certo?

Ontem mesmo, em mãos, o diretor do HRAS, José Marcos, entregou oficio ao Promotor. O teor do ofício não é conhecido, primeiro porque José Marcos pediu para falar apenas hoje, o que é de certa forma compreensível considerando ser ele “empregado do patrão Estado de Mato Grosso”, ele espera que, sem suas palavras, o Estado se sensibilize em pague os fornecedores. Nas minhas palavras, que Governo do Estado deixe de ser caloteiro e cumpra com os seus compromissos.

O prazo para que o hospital continue “vivo” é curtíssimo, hoje apenas. Se não for tomada uma atitude decente, verdadeira, poderemos ver fechado o único hospital público existente para atender Alta Floresta, e que atende a região, claro.

Quanto ao Ministério Público, ontem nós tentamos conversar com o Promotor Dr Luciano Martins, que já havia, por volta das 18 horas, se recolhido à sua residência, prometendo nos atender hoje para conversar sobre o Hospital. Na verdade, a imprensa só quer saber que atitudes podem ser tomadas para garantir o constitucional Direito ao cidadão de uma saúde pública de qualidade, só isso.

Apenas para que fique esclarecido, as informações que temos, passível de confirmação por parte dos órgãos competentes (dentre eles o MP), é que o  Governo Federal está com os repasses da saúde absolutamente em dia, no entanto o Governo do estado não estaria cumprindo com a sua contrapartida. Pior ainda, pelo que nos foi explicado, O governo do estado, que gerencia o Hospital Regional, estaria “retendo” os recursos do SUS, sob a fragilíssima explicação de que, o volume de pagamentos é muito grande e por isso não estão sendo pagos os fornecedores e médicos. Se esta for a explicação, o que acho pouco provável, não estaria o estado assumindo a sua incompetência administrativa? E tomara que seja só isso mesmo, porque está com cara de maldade administrativa.

Só para encerrar e deixar bem claro, a solução para esta crise sem fim no Hospital Regional é que o Governo Pedro Taques deixe de ser caloteiro e pague os fornecedores, simples assim.

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