O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta sexta‑feira, 13 de março de 2026, ao julgamento que vai decidir se mantém ou revoga a prisão preventiva decretada no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. A análise está sendo feita pela Segunda Turma da Corte, em sessão que ocorre no formato virtual e permitirá aos ministros registrar seus votos ao longo da semana.
A discussão judicial gira em torno da decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro, considerado um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostas fraudes financeiras. Além de Vorcaro, o colegiado também examina prisões decretadas contra aliados, como Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva, conforme os autos do processo.
A Segunda Turma é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, uma vez que o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa do julgamento. A ausência de Toffoli reduz o número de votos possíveis a quatro, o que abre a possibilidade de empate. Nesses casos, o regimento interno do STF determina que a decisão mais favorável ao investigado prevaleça, o que poderia resultar na libertação de Vorcaro caso a votação termine empatada.
Este é o primeiro julgamento colegiado sobre uma prisão vinculada ao caso Banco Master, que tem tido repercussão nacional e institucional desde o início das investigações. A sessão virtual, que teve início por volta das 11h, deve seguir até o próximo dia 20 de março, salvo alterações, enquanto os ministros registram seus posicionamentos no sistema eletrônico do tribunal.
Entre os observadores jurídicos, a expectativa é grande em relação ao impacto da decisão da Segunda Turma na continuidade das investigações e na condução das prisões, especialmente diante da complexidade das acusações que envolvem o escândalo financeiro e a intensa atenção política que o caso tem atraído.












