INSS admite não conseguir calcular prejuízo em fraudes do Banco Master

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou ao Ministério Público Federal que ainda não consegue medir o tamanho do prejuízo causado por supostas fraudes envolvendo contratos de crédito consignado do Banco Master. A indefinição ocorre mesmo após auditorias internas e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem centenas de milhares de operações com indícios de irregularidades.

Segundo os levantamentos, ao menos 250 mil contratos apresentaram falhas consideradas graves pelo próprio INSS. A CGU identificou que, entre 2023 e 2025, cerca de 96,6 mil contratos foram validados sem reconhecimento biométrico adequado, representando 62,4% das operações analisadas no período. Já entre 2021 e 2023, outros 155,1 mil contratos teriam sido firmados sem o envio da documentação obrigatória ao instituto.

As suspeitas fizeram o INSS bloquear aproximadamente R$ 2 bilhões em repasses ligados a 254 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master. De acordo com o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, diversos documentos apresentavam ausência de informações obrigatórias, como taxa de juros e custo efetivo total, além de problemas na validação das assinaturas eletrônicas dos aposentados e pensionistas.

O caso também passou a ser alvo de discussões na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Parte dos requerimentos para aprofundar a investigação sobre o Banco Master, incluindo pedidos de quebra de sigilo, chegou a ser retirada da pauta após acordo político. Enquanto isso, o INSS confirmou que não mantém mais contratos com a instituição financeira, cujo acordo de cooperação técnica venceu em setembro de 2025 e não foi renovado após as irregularidades identificadas nas operações de crédito consignado.

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