Cooperativa Holambra mira faturamento de R$ 3 bilhões até 2030

A Cooperativa Veiling Holambra, localizada em Holambra, no interior de São Paulo, prepara uma nova etapa de expansão para consolidar sua posição no mercado de flores e plantas ornamentais da América Latina. Com aproximadamente 500 produtores rurais cooperados, a organização estabeleceu a meta de superar R$ 3 bilhões em faturamento até 2030. Para alcançar esse resultado, o planejamento estratégico prevê crescimento anual de pelo menos 10%, diversificação dos serviços, investimentos em logística e entrada no mercado internacional.

A projeção é encerrar 2026 com aproximadamente R$ 2 bilhões em faturamento, crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior. O novo planejamento foi concluído em 2026, após 11 meses de trabalho conduzido com participação da Harven Agribusiness School e da consultoria Markestrat. Ao longo do processo, foram realizadas 87 entrevistas internas e externas, além de encontros e workshops com representantes da cooperativa. As propostas estão sendo submetidas à avaliação do conselho da organização.

Uma das principais apostas é a internacionalização das operações. A previsão é iniciar as exportações de flores e plantas ornamentais em 2028, depois de um estudo de mercado programado para 2027. A iniciativa busca identificar oportunidades comerciais no exterior e preparar os produtores para atender às exigências internacionais. A cooperativa também avalia a possibilidade de importar determinadas espécies quando houver demanda do mercado brasileiro e a produção nacional não conseguir oferecer os produtos necessários.

A diversificação das receitas também ocupa posição central no planejamento. Entre as possibilidades estão a comercialização de embalagens, vasos e outros materiais utilizados pelos produtores, além da ampliação dos serviços logísticos e da criação de novos centros de distribuição. A intenção é aproveitar a estrutura de compras e comercialização da cooperativa para reduzir custos, facilitar o acesso dos produtores a materiais e melhorar a distribuição das flores e plantas pelo território nacional.

Atualmente, o Veiling trabalha com mais de 30 mil produtos cadastrados, embora aproximadamente 7 mil variedades concentrem a maior parte das comercializações. O sistema reúne flores de corte, flores envasadas e plantas ornamentais. Cerca de 40% do faturamento passa pelo tradicional sistema de leilões, enquanto os outros 60% correspondem às vendas diretas. Os preços definidos nos pregões também funcionam como referência para negociações realizadas em outros canais comerciais.

A estrutura de comercialização atende desde pequenas floriculturas até grandes redes de supermercados. Segundo Jorge Possato, CEO da Cooperativa Veiling Holambra, nenhum cliente representa mais de 4,5% do faturamento, característica que reduz a dependência de grandes compradores e proporciona maior equilíbrio nas negociações com os produtores. A cooperativa atua principalmente como prestadora de serviços comerciais e logísticos, permitindo que os cooperados concentrem seus esforços na produção.

A expansão atual também representa um novo capítulo na história da organização. Criada a partir da iniciativa de imigrantes holandeses que chegaram à região no final da década de 1940, a estrutura cooperativista enfrentou uma grave crise financeira no final

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