Mato Grosso já contabiliza 2.135 acidentes com animais peçonhentos notificados em 2026, segundo dados do Serviço de Inteligência Estratégica para Gestão Estadual da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O levantamento foi divulgado pelo Diário de Cuiabá nesta terça-feira (18 de agosto) e mostra que os escorpiões são responsáveis pela maior parcela das ocorrências registradas no Estado.
Do total, 975 acidentes envolveram escorpiões, o equivalente a 45,6% dos registros. Na sequência aparecem as serpentes, com 662 ocorrências, as aranhas, com 161, as abelhas, com 131, e as lagartas, com 24. O levantamento também contabiliza acidentes provocados por outros animais ou por espécies que não foram identificadas.
Os acidentes já resultaram em sete mortes em Mato Grosso neste ano. Quatro delas foram provocadas por picadas de abelhas, duas por serpentes e uma por escorpião. Em todo o ano de 2025, o Estado havia registrado 4.059 acidentes envolvendo animais peçonhentos, de acordo com os dados citados na reportagem.
Entre os municípios com registros apresentados no levantamento, Cuiabá aparece na liderança, com 541 ocorrências. Cáceres teve 291 casos e Rondonópolis, 231. Também foram contabilizados 217 acidentes em Sinop, 148 em Barra do Garças, 121 em Tangará da Serra, 119 em Juína, 113 em Porto Alegre do Norte e 70 em Diamantino.
Alta Floresta aparece com 45 acidentes registrados em 2026. Na região, o levantamento também aponta 52 ocorrências em Peixoto de Azevedo, 39 em Colíder, 38 em Juara e 23 em Pontes e Lacerda. Os números reforçam que o problema atinge tanto municípios de maior concentração urbana quanto localidades com forte presença de áreas rurais.
A distribuição dos acidentes mostra ainda um equilíbrio entre áreas urbanas e rurais. Dos 2.135 registros estaduais, 1.070 ocorreram em áreas urbanas e 1.025 em áreas rurais. Outros 26 casos foram classificados como periurbanos e 14 ficaram sem informação sobre o local da ocorrência.
Os adultos de 20 a 59 anos representam o grupo com maior número de registros, somando 1.304 ocorrências. Também foram notificados 240 acidentes envolvendo crianças, 256 entre adolescentes e 335 entre idosos. Os pés foram a região do corpo mais atingida, com 581 registros, seguidos pelas mãos, com 349, dedos das mãos, com 303, pernas, com 272, e cabeça, com 136 casos.
Quanto à gravidade, 1.587 acidentes foram classificados como leves, 422 como moderados e 55 como graves. Os demais registros não apresentavam classificação informada no levantamento. A Secretaria de Estado de Saúde mantém um alerta específico de 2026 sobre acidentes por animais peçonhentos entre os materiais oficiais de Vigilância em Saúde Ambiental.
A chegada do período seco aumenta a preocupação com o contato entre a população e esses animais. O Diário de Cuiabá destaca que escorpiões, aranhas, serpentes e outros animais podem buscar abrigo, água e alimento em locais próximos às residências quando as condições ambientais se alteram. A prevenção inclui manter quintais limpos, retirar entulhos e evitar colocar as mãos em buracos, troncos, pilhas de madeira ou locais que não possam ser visualizados.
Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. O Instituto Butantan também recomenda o uso de calçados fechados e luvas durante atividades em áreas rurais ou na manipulação de folhas secas, lixo, palhas e materiais de construção, além de orientar que a população não tente tocar ou capturar o animal.














