O Governo Federal lançou uma página especial para reunir informações, previsões, orientações e ações de preparação para os possíveis impactos do El Niño no Brasil. A plataforma está disponível no endereço gov.br/elnino e foi desenvolvida em parceria pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e pela Casa Civil. O espaço reúne dados produzidos pelos órgãos técnicos responsáveis pelo monitoramento meteorológico, climático, hidrológico e de riscos e desastres.
A página apresenta informações sobre a evolução do fenômeno e os impactos que precisam ser acompanhados em cada região do país. Também detalha a atuação da Sala de Situação do El Niño, que reúne diferentes áreas do governo para acompanhar riscos relacionados a incêndios, saúde, estiagem, energia, combustíveis, agricultura, segurança alimentar, assistência social e prevenção e resposta a desastres. Entre os órgãos envolvidos estão o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
O planejamento federal prevê R$ 1,335 bilhão para ações de preparação e resposta aos possíveis eventos climáticos associados ao El Niño. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os recursos abrangem áreas como abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais. Desse total, R$ 337 milhões foram autorizados pela Medida Provisória nº 1.367/2026 para fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios.
A plataforma também apresenta os possíveis impactos regionais que devem ser monitorados. No Norte, estão entre as preocupações a deficiência hídrica e os problemas de navegabilidade; no Nordeste, os riscos para a agricultura; no Centro-Oeste, incêndios e impactos na produção agrícola; no Sudeste, incêndios e ondas de calor; e, no Sul, enchentes e deslizamentos. As medidas podem ser ajustadas conforme a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas acompanhadas pelos órgãos técnicos.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais informou, em atualização publicada em 2 de setembro, que o boletim de agosto apontou alta probabilidade de um El Niño muito forte nos próximos meses e reforçou a necessidade de monitoramento contínuo. A nova página federal também oferece orientações para estados e municípios elaborarem planos de contingência e organizarem estruturas de proteção e defesa civil, saúde, infraestrutura, assistência social e meio ambiente, além de reunir recomendações para a população diante de situações como alagamentos, inundações, deslizamentos, incêndios florestais, baixa umidade e ondas de calor.














