Ave ameaçada de extinção é registrada entre Colíder e Nova Canaã

Uma marianinha-de-cabeça-amarela, também conhecida como periquito-d’anta, foi registrada durante ações de monitoramento ambiental na Área de Preservação Permanente (APP) do reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder, entre os municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, no norte de Mato Grosso. O registro foi feito por equipes da AXIA Energia durante a execução de programas ambientais na região.

A espécie, cujo nome científico é Pionites leucogaster, é considerada de difícil observação na natureza por viver principalmente nas copas das árvores mais altas da Amazônia. Segundo a AXIA Energia, a marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “Em Perigo (EN)” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), categoria que indica elevado risco de extinção.

Com aproximadamente 23 centímetros de comprimento, a ave apresenta cabeça alaranjada, face e pescoço amarelos, peito branco e dorso verde. Ela pertence à família dos psitacídeos, grupo que também reúne papagaios e periquitos. A espécie ocorre em áreas amazônicas ao sul do Rio Amazonas e também pode ser encontrada no Peru e na Bolívia.

A dificuldade de observação, associada às exigências específicas da espécie para alimentação e reprodução, torna registros como esse relevantes para o acompanhamento da biodiversidade. A perda de habitat e o tráfico de animais silvestres estão entre as ameaças apontadas para a conservação da marianinha-de-cabeça-amarela.

O monitoramento realizado no entorno da UHE Colíder busca ampliar o conhecimento sobre a fauna existente na região e fornecer informações para ações de conservação. Segundo a empresa, os dados também ajudam a avaliar a efetividade das medidas ambientais implementadas na área do reservatório.

A espécie exerce ainda um papel ecológico na dispersão de sementes e na regeneração das florestas. De acordo com as informações divulgadas pela AXIA Energia, sua alimentação inclui frutos, pétalas e néctar de flores. Durante o período reprodutivo, os ninhos são construídos em cavidades de árvores entre 15 e 30 metros de altura.

Para Jader Fernandes, diretor de licenciamento ambiental e condicionantes da AXIA Energia, a presença da espécie ameaçada demonstra a importância das áreas preservadas no entorno da usina para a conservação da fauna silvestre. Segundo ele, a manutenção de ações permanentes de monitoramento e conservação contribui para a proteção da biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas da região.

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