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TIRO E QUEDA – 03.06.2019

A imprensa brasileira (site Repórter Brasil) destacou neste final de semana a morte de três crianças indígenas , “por falta de médicos” para atende-las. Diz a reportagem:

Não havia médicos na manhã de 2 de abril para atender Milena Kaiabi, que nascera na aldeia Paranaíta, no Parque Indígena do Xingu, norte de Mato Grosso. Com 4 dias de vida, a recém-nascida estava chorosa, febril e sem vontade de mamar, mas a enfermeira deslocada até a comunidade disse ser nada grave. A bebê morreria menos de um mês depois na cidade de Sinop (MT), a 200 km de distância, por suspeita de meningite. Uma vítima da “confusão dos brancos”. A expressão é usada por Mairawê Kaiabi, liderança indígena no Xingu, para retratar as políticas públicas para saúde indígena no Brasil. A saída dos cubanos do programa Mais Médicos, em novembro do ano passado, e o corte de verbas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ambas decisões da gestão do presidente Jair Bolsonaro, agravaram a já precária assistência nos territórios indígenas.

Além de médicos, faltam remédios como antibióticos e anestesias, o que compromete atendimentos básicos e demanda resgates aéreos, fluviais e terrestres até as cidades. O combustível também é insuficiente para as emergências. Por conta dos cortes, funcionários da saúde com salários atrasados abandonaram seus postos – ou trabalham voluntariamente. As mortes de três bebês kaiabis no intervalo de 11 dias em abril revelam um alerta no cuidado da saúde de crianças indígenas. Jaqueline Kaiabi, de 2 meses, morreu de pneumonia no Hospital Geral de Cuiabá, após mais de um mês na espera por uma cirurgia cardíaca. Nare Pedro, de 2 anos, morreu após sua luta contra a desnutrição esbarrar em uma pneumonia maltratada. Já Milena viveu por apenas 28 dias. Se no parque indígena não havia médicos para ela, nas cidades mato-grossenses não havia vagas nos hospitais.

A matéria completa, com todos os dados e discussões a cerca do tema, estão no site https://reporterbrasil.org.br/.

A “Reporter Brasil” é uma Ong fundada em 2001, por jornalistas, cientistas sociais e educadores, a Repórter Brasil tem como missão identificar e tornar públicas situações que ferem direitos trabalhistas e causam danos socioambientais no Brasil visando à mobilização de lideranças sociais, políticas e econômicas para a construção de uma sociedade de respeito aos direitos humanos, mais justa, igualitária e democrática. Devido ao seu trabalho, tornou-se uma das mais importantes organizações envolvidas no combate ao trabalho escravo contemporâneo e ao tráfico de seres humanos no país.

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