Capa / Alta Floresta / Para manter atendimentos, recursos de outras secretarias foram remanejados para o CEEDA e para a APAE

Para manter atendimentos, recursos de outras secretarias foram remanejados para o CEEDA e para a APAE

Bruno Felipe / Da Reportagem

A Câmara Municipal aprovou em regime de urgência nesta terça-feira, dia 11, dois projetos de lei de autoria do Executivo Municipal que tratam sobre os remanejamentos de recursos para o Centro Educacional Especializado Deficiência Auditiva (CEEDA) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Alta Floresta, no valor de aproximadamente R$500 Mil, cada.

Anteriormente, de acordo com o vereador Mequiel Zacarias, o Executivo sedia servidores da própria prefeitura para realizar os atendimentos nestes lugares. Com essa mudança, o CEEDA e a APAE passam a fazer a gestão dos seus servidores. A adequação foi feita, pois não estava prevista no orçamento do ano passado, sendo que foi retirado recursos de algumas dotações orçamentárias e transferidos para o atendimento desses dois convênios. Para o CEEDA, houve redução de orçamento das Secretarias de Cultura e Agricultura, além da Direção de Meio Ambiente. Orçamentos estes que, segundo Mequiel, já são baixíssimos. Para a APAE, foram reduzidos os recursos, principalmente, do Conselho Municipal da Educação.

Apesar de aprovados unanimemente, muitos vereadores votaram os dois projetos com ressalvas já que futuramente deverão votar outro projeto para corrigir o desfalque.  “Não somos contra os convênios em si, porque o CEEDA e APAE desempenham serviços que o município não atende, a questão é como são feitos esses remanejamentos”, disse Mequiel em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário. “aparentemente as dotações orçamentarias que foram reduzidas poderiam ser outras, o município poderia ter feito um estudo melhor e remanejar de outras secretarias”, acrescentou ele.

Segundo o atual Diretor Administrativo do CEEDA, Jhony Arisi, o recurso será utilizado para contratação de profissionais como fonoaudiólogo, psicólogos e professores especializados para manter o funcionamento da instituição. “Nós vivemos de doação, então o convênio com a prefeitura, assim como a do Estado, é vital para continuarmos funcionando”, disse Jhony, em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário.

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