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GREVE DA EDUCAÇÃO CONTINUA: Governo está cortando pontos dos profissionais grevistas e também daqueles que não aderiram à greve, afirmou Sintep

Bruno Felipe / Da Reportagem

Na manhã desta terça-feira (04/06), profissionais da educação da rede pública de Alta Floresta estiveram no Plenário Arnaldo Corcino da Rocha, com faixas e cartazes, para buscar o apoio dos vereadores no sentido de cobrar do Governador Mauro Mendes propostas que de fato venham pôr fim à greve. Os servidores entraram em greve na segunda-feira (27) por tempo indeterminado.

Segundo a presidente da Subsede do Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) em Alta Floresta, Ilmarli Teixeira, o atual governo responsabiliza os profissionais da educação pela crise financeira do estado. “Sabemos que hoje o governador Mauro Mendes nos trata com desdém, com cinismo; não somos nós os responsáveis, nossa greve é legalista onde o título dessa greve se dá pelo fato do não cumprimento das leis, não estamos pedindo nada mais do que é de fato o nosso direito”, disse Ilmarli em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário.

A greve da educação entrou em sua segunda semana e até agora nenhuma proposta foi alavancada pelo governo. Inicialmente, em Alta Floresta, apenas seis escolas haviam aderido à greve; por conta disso, os profissionais grevistas foram nas escolas públicas que não aderiram à greve para sensibilizar os educadores a também participar do movimento, uma vez que os direitos de todos os profissionais estão sendo cortados. Com este ato, já no início desta semana mais três escolas aderiram ao movimento. De acordo com o Sintep, o atual governo se nega a cumprir a Lei nº 510/13 e congela os salários dos profissionais da educação.

Os vereadores se dispuseram a enviar um ofício aos deputados estaduais de seus respectivos partidos reivindicando ações para que sejam enviadas ao Govenador e assim poder solucionar o problema. Lembrando que o governo de Mato Grosso anunciou, nesta terça-feira (28), que vai cortar o ponto dos servidores da educação que entraram em greve. Ilmarli confirmou que isso já é um fato, sendo que os profissionais que não estraram em greve também estão sofrendo com os cortes de pontos. Ela disse que após a greve, buscará meios para a reposição salarial destes profissionais, uma vez que a greve é totalmente legal.

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