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Febre Aftosa: 40% dos produtores de Alta Floresta ainda não comunicaram a vacina; prazo para compra e aplicação encerra-se hoje

Bruno Felipe / Da Reportagem

A primeira etapa para a compra e aplicação da vacina contra a febre aftosa em rebanhos de mamando a caducando encerra-se hoje (31/05), em todo o estado de Mato Grosso. A comunicação da vacina pode ser feita até o dia 10 de junho. Dos cerca de 2.200 criadores em Alta Floresta, quase 900 ainda não realizaram a comunicação junto a unidade do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) em Alta Floresta, representando 40% dos produtores. Por conta disso, a partir de hoje, até o último dia para a comunicação (10/05), é esperado a comparecer na unidade mais de 200 pessoas para o atendimento. O chefe do Indea, Anselmo Loose, pede paciência aos criadores porque a fila fatalmente ocorrerá.

Quem realizar a vacinação, mas por ventura esquecer de fazer a comunicação junto ao Indea ficará na lista dos inadimplentes e a propriedade ficará bloqueada por 30 dias como penalidade, não podendo vender nenhuma cabeça, apenas comprar. Já quem tem os animais e não fez nem a vacinação, o Indea emite uma autorização e acompanha a vacinação, em seguida o instituo autua o criador em 1 UFPM por animal vacinado fora da etapa. Lembrando que as vacinas podem ser adquiridas em todas as revendedoras autorizadas pelo Indea.

Anselmo disse que a meta deste ano é vacinar cerca de 750 mil cabeças apenas em Alta Floresta. Em maio de 2018, foram vacinados cerca de 760 mil animais no município. Neste ano, a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa acontecerá no mês de novembro, sendo que nesta etapa devem ser vacinados rebanhos de 0 a 24 meses. Anselmo explicou que há cerca de 24 anos o vírus da aftosa não se manifesta no estado de Mato Grosso, por conta disso, em maio de 2021, o estado de Mato Grosso será livre da vacina “A retirada da vacina é para facilitar o comércio, tem muitos países que não importam o gado por conta da reação vacinal; enquanto a gente não tirar essa vacina, não abriremos para novos mercados”, disse Anselmo em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário.

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