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Profissionais foram as ruas para cobrar respeito e assegurar direitos; greve geral poderá ser desencadeada

Bruno Felipe / Da Reportagem

Os profissionais da rede municipal e estadual da educação de Alta Floresta-MT realizaram na manhã desta quarta-feira (24/04), um Ato Público em frente à Câmara Municipal de Vereadores para unidos dizerem ‘não’ as decisões do governador Mauro Mendes que vêm desvalorizando toda a classe dos profissionais. Os trabalhadores exigem, dentre muitos direitos, o cumprimento do que está determinado na Lei nº 510/2013, que trata sobre a Dobra do Poder de Compra dos salários.

O Ato é em consonância com a paralisação de todos os profissionais da educação do estado de Mato Grosso os quais pararam durante toda a quarta-feira; com a entrega de panfletos informativos, o Ato iniciou as 07h30 e contou com a participação em massa dos educadores. De acordo com a presidente da Subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) em Alta Floresta, Ilmarli Teixeira, além da melhoria das estruturas físicas e equipamentos pedagógicos de todas as escolas, os profissionais cobram também a regularização dos salários, com pagamentos até o dia 10 de cada mês, de forma totalmente integral. “Nós dizemos NÃO aos retrocessos da carreira dos trabalhadores da educação, na negação de seus direitos; a educação pública ela precisa ter um olhar diferenciado nos poderes constituídos”, disse Ilmarli em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário.

A Educação de Mato Grosso parou durante todo o dia para cobrar também o pagamento dos restos da Revisão Geral Anual (RGA). No próximo dia 01 de maio será a data base da rede estadual e segundo Ilmarli, até o momento existe a negação do governo desse direito, devido ao decreto de calamidade. Por conta disso, segundo a presidente, é possível que a categoria da rede estadual faça o desencadeamento de uma greve geral.

Em relação a rede municipal de ensino, os profissionais cobram a realização urgente de um Concurso Público, o pagamento das perdas salariais, bem como melhores condições de trabalho. Ilmarli disse que irá continuar buscando o diálogo que não está existindo no momento e exigir aos Poderes Públicos Municipais uma mobilização mais intensiva para a realização do Concurso Público ainda em 2019. “O tempo está passando e as coisas não estão acontecendo, nós precisamos continuar mobilizados para a garantia e manutenção dos nossos direitos”, concluiu Ilmarli.

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