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Saída de duas médicas cubanas, amplia para seis o número de postos sem médicos

Bruno Felipe / Da Reportagem

Das duas médicas cubanas que atuavam em Alta Floresta, apenas uma deixou o município e embarcou de volta a Cuba após a decisão do país em deixar o programa “Mais Médicos”, sendo que a outra médica, que estava de licença maternidade, ficará no Brasil, pois, conforme apurado pela reportagem do Jornal O Diário, o Governo de Cuba desligou a mesma do programa já que um dos termos impostos no convênio não autoriza a gravidez e/ou o namoro das profissionais com homens não nascidos em Cuba.

O fato foi um dos assuntos comentados na tribuna durante a sessão ordinária desta terça-feira (27), da Câmara Municipal, onde a vereadora Elisa Gomes (PTD) afirmou que por conta do desfalque, agora são seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) que estão sem a presença de médicos no município de Alta Floresta. Segundo ela, além das UBS’s dos bairros Primavera e Araras, as unidades dos bairros Universitário, Boa Esperança, Centro (Ana Nery) e Cidade Alta (PSFII) também não estão realizando atendimento médico. “Isso é extremamente complicado, sabemos que estão buscando uma solução, mas isso é emergente, precisa colocar este ponto como prioridade”, disse Elisa em entrevista para a reportagem do Jornal O Diário.

De acordo com a coordenadora da Atenção Básica, Mara Lopes, o Brasil inteiro sofreu com o desligamento dos profissionais de Cuba, principalmente as Estratégia da Saúde da Família e em relação a unidade do bairro Boa Esperança (onde a médica cubana que foi afastada pelo governo de Cuba atendia), segundo Mara, um médico já se inscreveu para ocupar a vaga em questão através do edital de publicação lançado pelo Governo do Brasil e ele irá se apresentar até a próxima sexta-feira (30) a Secretaria de Saúde para iniciar as atividades na segunda-feira (03).

Conforme Mara salientou, médicos de algumas UBS do município também se inscreveram no edital do programa lançado recentemente, porém, muitos deles se inscreveram para atender unidades de outros municípios, por conta disso, as unidades correspondentes ficaram desfalcadas. Segundo Mara, já está sendo providenciado contratos para outros médicos a fim de preencher o lugar daqueles que partiram. “A orientação para a comunidade é ir até a unidade de saúde e lá eles vão fazer uma triagem e após isso a enfermeira irá ver a disponibilidade de outras vagas nas unidades de referência próximas”, disse Mara.

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