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Sema divulga relatório de qualidade da água em rios de MT; Teles Pires avaliado

20769969899_4e8fd0a036_oA qualidade das águas dos rios mato-grossenses é tema do Relatório de Monitoramento da Água Superficial elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). As análises feitas de 2015 a 2017 apontaram que as regiões hidrográficas Amazônica e Araguaia-Tocantins apresentaram melhora dos Índices de Qualidade da Água (IQA), enquanto na bacia do Paraguai há uma tendência de deterioração da qualidade das águas.

De acordo com o monitoramento feito em 81 estações espalhadas por todo território mato-grossense, a bacia Tocantins-Araguaia foi a única a apresentar um ponto com classificação ótima, enquanto a bacia Amazônica apresentou mais ocorrências consideradas boas, totalizando 79 episódios.

Já para a região hidrográfica do Paraguai, monitorada em 36 estações, o relatório apontou um predomínio de ocorrências regulares, apresentando alta densidade de Escherichia coli, alta concentração de fósforo, turbidez e baixos valores de pH e oxigênio dissolvido. Tais índices revelam que a deterioração das águas da região, que teve 10 ocorrências classificadas como ruim no período, é ocasionada principalmente pela forte influência das áreas urbanas por conta do lançamento de esgoto não tratado e destinação inadequada dos resíduos sólidos.

O documento recomenda ações de intervenção sejam planejadas e executadas para solucionar o problema emergente, que pode comprometer os usos múltiplos da água e a saúde da população. “Os recursos hídricos estão para o meio ambiente assim como o sangue está para o organismo humano. A situação é reversível e com base nessas informações, em uma iniciativa inédita, vamos traçar uma agenda conjunta com os municípios e órgãos de controle para solucionar esta questão”, destaca o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby. Ele lembra que não há gestão eficiente do que não se conhece e que o monitoramento feito pela equipe de recursos hídricos da Sema é ferramenta essencial para que os gestores municipais formulem políticas públicas e tomem decisões

A pasta vem atuando no fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH’s), para que a população participe da gestão dos recursos hídricos, tendo mais poder para solicitar aos gestores municipais mais atenção para a importância do saneamento ambiental. “Por meio do Procomitês, estamos fazendo um investimento de três milhões de reais nesses entes que promovem a aproximação dos anseios da população com o poder público”, finaliza. Além disso, o Governo de Mato Grosso encaminhou para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a revisão da Política Estadual de Recursos Hídricos (PERH) que confere poder deliberativo aos CBH’s.

Recentemente, o Estado entregou a 101 municípios Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), o investimento de mais de R$ 11 milhões, foi feito por meio da Secretaria de Cidades (Secid) em parceria com a Fundação (Funasa) e Universidade Federal de Mato Grosso. Dessa forma, 100% dos municípios de Mato Grosso possuem PMSB e podem acessar recursos para implantação dos projetos. (Gcom-MT)

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