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TEATRO: Alta Floresta se transforma na cidade da arte e do encontro

Momento de convivência dos grupos - Foto Vanessa BispoDesde o dia 27 de novembro a cidade de Alta Floresta está sediando a 6ª Edição do Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense e o Seminário “Encontros Possíveis”. Os dois eventos, componentes do circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, são oportunidades para a aproximação das diversas realidades do teatro no Brasil e no mundo, através da troca de experiências, palestras, conversas e espetáculos das diversas companhias participantes do evento.

Os eventos, que contam com nomes consagrados do teatro, como Eugenio Barba e Julia Varley, do Odin Treatet – Dinamarca, que chegaram a cidade neste dia 29 de novembro, têm proporcionado discussões essenciais para o desenvolvimento dos grupos de teatros. Além dos espetáculos, OLYMPIA do Grupo Teatro Andante de Belo Horizonte, TROPEÇO da Cia Tato de Curitiba, ORAMORTEM do In-Próprio Coletivo de Cuiabá e BOÉ do Teatro Faces de Primavera do Leste/MT, o evento tem proporcionado diálogos construtivos e provocativos sobre a realidade do teatro e condicionantes de sua existência.

Dentro desta lógica do diálogo, um dos pontos fortes foi a Palestra de Marcelo Bones, do grupo Teatro Andante (BH), que conduziu a palestra “A internacionalização do trabalho artístico brasileiro”, oferecendo elementos aos grupos e participantes para pensar a realidade do teatro brasileiro e os desafios de extrapolar as fronteiras físicas de seus locais de origem. Bones enfatizou sua alegria em participar do festival e salientando que acompanhar esse dia a dia dos encontros, das possibilidades e trocas tem sido muito interessante. Ele ainda acrescentou: “Acho que o festival começou muito legal, tem um carinho do público da cidade de Alta Floresta muito grande com o festival, com os espetáculos, com os artistas. Por outro lado, a gente também está vivenciando uma experiência muito forte de encontro de contato e de possibilidades, de ampliar nossos horizontes artísticos”.

O Festival tem proporcionado momentos fortes de diálogo também entre os diversos grupos que estão participando desta edição do festival. Gean Nunes e Cassiane Leite destacam a importância das Tertúlias teatrais e demonstrações de trabalho. A Tertúlia Teatral nasce então com o objetivo de discutir os níveis de produção dos grupos participantes do Festival, especialmente as etapas de pré-produção, produção e pós-produção, pretendendo ser um espaço de reunião de amigos, uma reunião familiar, como indica a própria definição da palavra. Desta forma, os membros do TEAF afirmam que este objetivo tem sido concretizado e que muito tem sido absorvido durante o Festival.

O 6º Festival e o Seminário também tem proporcionado aos participantes a possibilidade de conhecer novas técnicas. Nesta edição dos eventos, os participantes estão recebendo um Workshop internacional sobre a técnica Kalarippayattu com o mestre Sankar Lal Sivasankaram Nair, do Studio Kalari da Polônia/Índia), favorecendo a evolução do trabalho de todos os artistas.

O evento segue até o dia 02 de dezembro e ainda promete muitas boas surpresas e oportunidades para os grupos de teatro e todos os outros participantes da cidade, inclusive pessoas que não atuam na área teatral, mas, apreciam essa arte essencial. A programação ainda contará com os espetáculos DONZELA GUERREIRA da Cia. Mundu Rodá de Campinas/SP e o espetáculo de rua CARRIOLA do Grupo Celeiro das Antas de Brasília/DF. Além dos espetáculos, continuam sendo realizadas as tertúlias teatrais, a oficina de Kalarippayattu e palestras muito aguardadas com Eugênio Barba e a professora Drª Maria Thereza Azevedo. As demonstrações de trabalho também fazem parte da continuidade do evento e prometem motivar e instigar os participantes sobre suas formas de fazer e ver o teatro.

Além dessa perspectiva, é importante destacar a participação do público e sua relação com o teatro. A atriz Ângela Mourão, que protagoniza a peça Olympia, se mostrou bastante satisfeita com a presença do público e salientou: “O público no festival é uma coisa louco! Que público enorme! Todos os dias têm sido assim: as plateias lotadas! Estou sabendo que tem gente voltando pra casa, não está cabendo. Isso mostra como e Teatro Experimental está ligado à cidade e a cidade está ligada na ação que ele está fazendo. Aqui nesses dias temos vivido o que é verdadeiramente um festival de teatro, que promove isso, promove o encontro entre os artistas; o encontro entre as obras, apresentação das obras, mas também, a reflexão sobre elas, e esse encontro com o público uma coisa muito importante. Muito sensacional encontrar isso aqui em Alta Floresta, tão longe daqueles lugares lá que eles dizem que é o centro do Brasil”.

Juliana Capilé, do Núcleo de Pesquisas Teatrais – proponente do Seminário de Encontros Possíveis, destacou a importância da parceria com o 6º Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense: “Eu avalio como muito positiva essa parceria com o Teaf. Trazer o núcleo para cá foi muito positivo. Tem muito a ver com a forma com que a gente escolheu trabalhar, a forma como a gente pensa o teatro contemporâneo, não é uma forma comercial, apelativa, competitiva. É uma forma onde todos os grupos os coletivos eles poder atuar em parceria, colaborando um com outro, construindo um pensamento de teatro. Fiquei impressionada com o público de Alta Floresta, há público lotando os espetáculos!”

Os eventos são realizados pela SECEL – Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer e Governo do Estado de Mato Grosso, em parceria com o Teaf e demais grupos, seguem até dia 2 de dezembro e a programação está disponível na página do Teatro Experimental de Alta Floresta no https://www.facebook.com/teatroexperimentaldealtafloresta ou na sede do Teatro Experimental de Alta Floresta, localizada na Perimetral Rogério Silva.

 

 

 

Assessoria de comunicação

Mequiel Z. Ferreira/Junio Garcia

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