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Tiro e queda dia 29

O vereador Paulinho Jiló sugeriu ontem a realização de uma CPI na Câmara Municipal contra a administração. Eleito na base do prefeito Asiel Bezerra, Jiló transformou-se num dos mais ferrenhos críticos da atual administração, mas até ontem, seus pronunciamentos sempre tiveram com “base” críticas ao modo de trabalho de Asiel, por exemplo, exigir que o prefeito mande embora funcionários, ou que priorize um serviço em detrimento de outro, uma invasão de competência. Legislativo e Executivo são poderes independentes e um não pode invadir o gerenciamento do outro a não ser pelo diálogo.

Só que ontem, pela primeira vez, o discurso de Jiló pode ter tido um fundamento legal para um avançar na competência do outro. Explico porque. Um dos requisitos para se instalar uma CPI (que é o que foi defendido por Jiló) é a existência de um “fato determinado”. E neste caso há o fato determinado. A UPA – Unidade de Pronto Atendimento realmente está paralisada, e o município ainda não fez o repasse da contrapartida exigida para que os recursos do MS sejam repassados. Saber porque isto está acontecendo é um dever do vereador.

Com base em informações que foram coletadas pela reportagem do O Diário, repito: com base em informações, não em documentos, descobrimos que o terreno onde está sendo implantada a UPA pertence a Colonizadora Indeco. Saber porque o governo federal investe tanto dinheiro em um terreno particular, é dever dos vereadores.

Resta-nos apenas parabenizar o vereador Paulinho Jiló por ter conseguido, finalmente, encontrar algo que possa enquadrar o poder público municipal para que dê as respostas que a sociedade precisa. Tomara que esta CPI saia do papel e que os vereadores possam ter acesso aos documentos que esclareçam o que está acontecendo e que o município não perca dinheiro de repasses do governo federal.

Eu posso dizer que conheço o caso como ninguém, mas  volto a dizer, com base em depoimentos, sem ter acesso a documento algum. Na época, O Diário foi o único (afirmo o único) órgão de imprensa de Alta Floresta que noticiou a maneira truculenta em que a ex-prefeita Maria Izaura, acompanhada do ex-secretário Gerson Francia, invadiram, depredaram (sim os dois estavam juntos na ação) derrubaram alambrado, iluminação, traves e acabaram com o campo de futebol suíço da Amorib. Ignoraram a comunidade, ignoraram a lei municipal que doava o terreno à associação e como dois masoquistas acabaram com a história de toda uma comunidade. Poderia, na época, se quisessem, ter construído a UPA onde hoje funciona a secretaria de Saúde. Tem espaço, é próximo ao Hospital Regional e de fácil acesso para a população, mas não, sadicamente a dupla acabou com o campo da associação e agora, só agora, descobriu-se que o terreno pertence na verdade à Colonizadora. Pensando bem, será eu ela não sabia isso antes?

Todas as indagações à esse enigma poderão ser facilmente respondidas se os vereadores tiverem a coragem de atender às solicitação corajosíssima do vereador Paulinho Jiló, que, repito, pela primeira vez, conseguiu um fato concreto para propor o que ele quiser, CPI, intervenção, trancamento de pauta, joguinho de bafo, dois ou um, cara ou coroa, par ou impar, qualquer coisa. Parabéns vereador.

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