Documentos enviados pela Receita Federal à Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado apontam que o Banco Master realizou pagamentos milionários a escritórios de advocacia e empresas ligadas a figuras relevantes da política brasileira. Entre os nomes citados estão o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Ricardo Lewandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Os dados indicam que os repasses ocorreram entre 2022 e 2025 e envolveram diferentes tipos de contratos, principalmente de consultoria e serviços jurídicos. O escritório de Temer recebeu cerca de R$ 10 milhões em 2025, enquanto empresas ligadas a Mantega receberam aproximadamente R$ 14 milhões. Já o escritório associado à família de Lewandowski foi destinatário de valores que somam mais de R$ 6 milhões, conforme os registros analisados.
Outros nomes também aparecem na lista, como o ex-ministro Henrique Meirelles, que recebeu cerca de R$ 18 milhões por serviços de consultoria, e Antônio Rueda, cujos escritórios teriam recebido mais de R$ 6 milhões desde 2023. Os documentos ainda mencionam pagamentos a empresas ligadas a figuras políticas e empresariais, ampliando o alcance das investigações.
As pessoas citadas afirmam que os serviços prestados foram legais e devidamente contratados. Parte delas também questiona a divulgação de dados fiscais, alegando possível irregularidade no vazamento das informações. Em alguns casos, há divergência sobre os valores apontados nos documentos, com declarações indicando quantias inferiores às divulgadas.












