Zema é alvo de denúncia por trabalho escravo e exploração

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, passou a ser alvo de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que aponta possíveis casos de trabalho análogo à escravidão e exploração de aposentados ligados a estruturas do Grupo Zema. A representação foi protocolada pelo deputado federal Rogério Correia e também enviada a outros órgãos de controle para apuração de responsabilidades.

De acordo com a denúncia, um dos principais pontos envolve a situação de 22 motoristas que prestavam serviços vinculados ao centro de distribuição do grupo em Araxá (MG). Segundo o documento, esses trabalhadores teriam sido submetidos a jornadas exaustivas que chegavam a até 19 horas diárias, condição classificada como análoga à escravidão.

A representação também sustenta que a responsabilidade não deve se limitar à empresa terceirizada responsável pelos motoristas. Há indícios, segundo o parlamentar, de que os trabalhadores estavam inseridos diretamente na cadeia produtiva e logística do grupo, com controle operacional dentro das estruturas da empresa, o que pode ampliar o alcance das investigações.

Outro eixo da denúncia envolve a atuação da chamada Zema Financeira, ligada ao grupo familiar, na oferta de crédito consignado a aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. O documento aponta risco de práticas abusivas, destacando a vulnerabilidade desse público e o impacto direto dos descontos na renda, considerada essencial para subsistência.

Ao comentar o caso, Rogério Correia afirmou que as denúncias levantam suspeitas graves. Segundo ele, há indícios de “fraude em contratos públicos, trabalho escravo e exploração de aposentados”, defendendo a necessidade de investigação aprofundada sobre as práticas atribuídas ao grupo empresarial.

As representações foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério Público do Trabalho, ao Banco Central e a outros órgãos fiscalizadores, com pedidos de apuração nas esferas civil, administrativa e criminal. Até o momento, não houve manifestação pública do governo de Minas Gerais ou das empresas citadas sobre o teor das denúncias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui