O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. A declaração ocorreu durante um trecho dedicado à soberania dos países latino-americanos e à defesa da não interferência externa em processos políticos e eleitorais.
Ao abordar a situação da América Latina e do Caribe, Lula afirmou que a proximidade geográfica da região com os Estados Unidos é “inescapável” e mencionou o que chamou de “recrudescimento de tentações hegemônicas”. Na sequência, declarou que o Brasil precisa de parceiros com uma agenda positiva voltada ao desenvolvimento e defendeu maior integração entre os países da região, independentemente de diferenças ideológicas.
Durante o pronunciamento, Lula também afirmou que o mundo voltou a presenciar interferência externa em processos eleitorais e declarou que “a democracia está novamente em xeque”. Ao tratar das eleições brasileiras de 2026, afirmou que o país terá um pleito transparente e competitivo e que a democracia brasileira pertence aos brasileiros.
O presidente ainda abordou conflitos internacionais e defendeu a diplomacia como instrumento para a solução de crises. O discurso tratou da guerra entre Rússia e Ucrânia, da situação no Oriente Médio, das mudanças climáticas, do combate ao crime organizado e dos impactos da inteligência artificial. Lula também criticou o uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão entre países.
Outro ponto mencionado foi o Pix. Lula defendeu o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e afirmou que o país continuará buscando relações internacionais baseadas em cooperação e desenvolvimento. O pronunciamento ocorreu diante de representantes dos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas.
A frase “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” ganhou destaque após o discurso e passou a ser repercutida por veículos brasileiros. A declaração foi apresentada pelo presidente no contexto de defesa da soberania nacional e da autonomia dos países latino-americanos diante das relações com outras potências.














