Prisão histórica: “Angeliquinha”, condenada a 260 anos, é presa na Bolívia

Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso como uma das lideranças de uma organização criminosa na região norte do Estado, ela estava foragida desde agosto de 2025 e possuía seis mandados de prisão em aberto. As condenações atribuídas a ela somam aproximadamente 260 anos de prisão.

A captura foi resultado de uma ação integrada envolvendo equipes da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, com apoio das forças de segurança da Bolívia. A localização ocorreu em Santa Cruz de la Sierra, onde a brasileira permanecia escondida após deixar o sistema prisional de Mato Grosso.

Angélica havia fugido na madrugada de 17 de agosto de 2025 da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Na ocasião, ela escapou acompanhada de outra detenta, Jéssica Leal da Silva, conhecida como “Arlequina”. Desde então, Angeliquinha passou a ser procurada pelas forças de segurança e posteriormente foi incluída na lista dos criminosos mais procurados do país.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e reproduzidas por veículos de Mato Grosso, Angélica é apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Ela também foi condenada, em 2025, a 99 anos e 11 meses de prisão por participação em crimes relacionados às mortes de quatro trabalhadores ocorridas em Nova Monte Verde, em 2022. Outras condenações fizeram o total atribuído a ela chegar a aproximadamente 260 anos.

O nome de Angeliquinha também apareceu em investigações recentes conduzidas pela Polícia Civil. Em março de 2026, a Operação Showdown teve como alvo integrantes de seu grupo familiar em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A investigação apurou suspeitas relacionadas a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar, com movimentações superiores a R$ 20 milhões que, segundo as autoridades, estariam relacionadas ao esquema investigado.

A prisão na Bolívia encerra uma busca iniciada após a fuga da penitenciária em Cuiabá. A partir da captura, deverão ser adotados os procedimentos legais e diplomáticos necessários para definir a custódia da brasileira e seu eventual retorno ao Brasil. Até a atualização de 23 de setembro, os detalhes sobre esses procedimentos ainda não haviam sido divulgados pelas autoridades.

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