Aprosoja MT orienta produtores a reforçar prevenção contra incêndios

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforçou neste fim de semana as orientações para prevenção de incêndios durante o período de seca no Estado. Em cartilha divulgada em 15 de agosto de 2026, a entidade recomenda que os produtores rurais mantenham um plano de ação para situações de emergência e adotem medidas antecipadas para proteger lavouras, equipamentos, propriedades e áreas de vegetação nativa.

Segundo a Aprosoja MT, a combinação de vários dias sem chuva, redução da umidade do ar e temperaturas elevadas aumenta o risco de incêndios florestais. A preocupação é ainda maior durante a colheita do milho, quando a palha seca se torna altamente inflamável. O 2º diretor administrativo da entidade, Jorge Diego Giacomelli, orientou os produtores a fazerem aceiros antes do período mais crítico, revisarem as máquinas e manterem recursos disponíveis para combater rapidamente eventuais focos.

“Então, antes de iniciar esse período de seca, sempre é recomendado ao produtor que ele faça aceiros em suas propriedades, que deixe os equipamentos de colheita bem revisados”, afirmou Giacomelli. Ele também recomendou que os produtores mantenham água disponível em tanques, contêineres ou veículos e organizem equipes preparadas para atuar diante de uma emergência. A entidade ainda orienta a criação de grupos de comunicação com o Corpo de Bombeiros e propriedades vizinhas para facilitar o aviso e a mobilização.

A Aprosoja MT também chama atenção para as obrigações previstas nas normas de prevenção e preparação para incêndios em imóveis rurais. Conforme a publicação, a Resolução nº 3/2025 do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo estabelece medidas mínimas, com exigências que variam conforme o porte e a situação de risco da propriedade. Todas as propriedades devem contar com sistema de comunicação e alerta e participar de treinamentos para prevenção e combate a incêndios.

Nas propriedades médias e grandes, a entidade destaca ainda a obrigatoriedade de aceiros, equipamentos mínimos para resposta inicial e sistema de monitoramento e alerta. Quando houver uso do fogo, deve ser observada a necessidade de autorização prévia do órgão ambiental competente. Nas pequenas propriedades, as exigências devem levar em consideração a localização em áreas classificadas como de risco pelos órgãos responsáveis.

A preocupação faz parte de uma agenda de prevenção que vem sendo reforçada ao longo de 2026. Em 17 de julho, a Aprosoja MT já havia destacado que o período de estiagem, com baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca, aumenta a possibilidade de incêndios atingirem lavouras, animais, estruturas e comunidades rurais. Na ocasião, produtores relataram a utilização de aceiros, equipamentos, caminhões-pipa e redes de comunicação entre propriedades para acelerar o combate inicial.

No âmbito estadual, o Governo de Mato Grosso também apresentou em maio o planejamento de combate aos incêndios florestais para 2026 e alertou para a possibilidade de um período de seca severa no segundo semestre. A estratégia envolve a integração das forças de segurança e demais órgãos responsáveis pela prevenção e resposta aos incêndios.

A Aprosoja MT ressalta que a prevenção deve ser compartilhada por toda a sociedade, já que um incêndio iniciado em uma propriedade pode avançar para áreas produtivas, ambientais e comunidades. Para os produtores, a recomendação neste período é manter o maquinário revisado, os aceiros em condições adequadas, equipes preparadas e comunicação permanente para que qualquer foco seja identificado e combatido o mais rapidamente possível.

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