De acordo com apurações da CNN, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica por volta de meia-noite de sábado. Essa tentativa foi considerada pelas autoridades como indício de risco de fuga.
Esse risco, junto com a possibilidade de desobediência às medidas de monitoramento, foi citado na decisão que autorizou a prisão de Bolsonaro. A medida, tomada para garantir a ordem pública, levou em conta os sinais de que ele poderia infringir as restrições impostas pela Justiça.
A prisão seguiu orientações específicas: foi realizada sem uso de algemas e sem cobertura midiática exacerbada. A escolha por uma abordagem menos exposta reflete a preocupação de autoridades em evitar uma escalada de tensão política ou simbólica, especialmente após a convocação feita por seus apoiadores, conduzidas pelo senador Flávio Bolsonaro, para uma vigília em frente à sua residência.
Analistas avaliam que a tentativa de romper a tornozeleira reforça a percepção das autoridades de que Bolsonaro representa não apenas um risco simbólico, mas também operacional, o que justificaria a adoção de medidas mais rigorosas para conter qualquer movimento de resistência ou fuga.












