A Agência Municipal de Regulação e Fiscalização (AGIRF) apresentou à Câmara de Vereadores de Alta Floresta o balanço das atividades realizadas em março de 2026. As informações foram encaminhadas por meio do Ofício nº 214/2026, direcionado à presidência da Casa, sob comando de Francisco Ailton. No documento, a agência detalha os relatórios do setor de fiscalização, incluindo ações de monitoramento e penalidades aplicadas, destacando ainda que o conteúdo completo está disponível para consulta no site oficial do órgão (https://www.agirf.com.br/municipios/ler/alta-floresta).
Apesar do caráter técnico do relatório, o tema ganhou destaque nas discussões entre os parlamentares durante a sessão. A atuação da agência reguladora foi alvo de críticas, principalmente em relação às constantes reclamações envolvendo a concessionária Águas de Alta Floresta. O vereador Claudinei de Jesus afirmou que buscou diálogo com a agência e que ficou acordado o envio de um representante ao município para a realização de reuniões. Ele ressaltou que a instituição “também precisa se manifestar” diante das denúncias de cobranças indevidas de taxa de esgoto que afetam a população.
Outro ponto levantado foi a ausência de estrutura física da agência no município. O vereador Luciano Silva informou que irá protocolar um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública. O objetivo é que a agência esclareça os motivos para ainda não ter instalado um escritório em Alta Floresta. Segundo ele, a situação representa uma promessa não cumprida, deixando os moradores sem o suporte necessário diante das ações da concessionária.
As críticas à fiscalização também foram reforçadas por outros vereadores, que apontam possível omissão do órgão regulador diante de problemas estruturais e contratuais. O vereador Douglas Teixeira declarou que a agência “deveria fazer algo e não faz nada” em relação ao descumprimento de contrato por parte da empresa responsável pelo abastecimento de água, citando danos às vias públicas e cobranças consideradas abusivas. Também foi lembrado que o chefe da agência havia prometido comparecer à Câmara em uma conversa recente, compromisso que não foi cumprido até o momento da sessão.












