Um tubarão-baleia (Rhincodon typus) foi encontrado preso em uma rede de pesca no litoral brasileiro, em um caso que chamou atenção pela dimensão do animal e pela dificuldade do resgate. A ocorrência, registrada por pescadores na região da Praia Grande, em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro e ganhou repercussão após imagens circularem nas redes sociais mostrando o animal enroscado no equipamento de pesca.
O animal foi inicialmente identificado pelo drone de pesquisa da Fundação Municipal do Meio Ambiente – FUNTEC Ambiental, operado pelo pesquisador Marcelo Gah, durante atividades rotineiras de monitoramento ambiental costeiro, nesta quinta-feira (16).
Segundo relatos, o tubarão ficou preso após se aproximar de uma área onde havia uma rede estendida no mar. A espécie, considerada a maior de peixe do mundo e de alimentação baseada em plâncton, costuma transitar por regiões costeiras e pode acabar entrando acidentalmente em redes de emalhe, o que representa risco tanto para o animal quanto para a atividade pesqueira.
A ação conjunta entre os pescadores que localizarem o animal e tecnicos da FUNTEC Ambiental e do ICMBio conseguiu soltar o animal da enorme rede de forma natural, sem necessidade de intervenção direta. Após sair do interior do cerco de pesca, o tubarão-baleia permaneceu circulando próximo à arrebentação antes de seguir em direção ao alto-mar.
Equipes do ICMBio realizaram patrulhamento na área após o deslocamento do animal, porém não houve novo avistamento até o momento. As equipes da FUNTEC Ambiental e do ICMBio permanecem em prontidão e seguem monitorando a região.
Casos semelhantes já foram registrados em outras partes do país, envolvendo desde tubarões até baleias, que acabam ficando emalhados em redes de pesca. Em algumas situações, equipes especializadas ou os próprios pescadores conseguem realizar o resgate e devolver os animais ao mar, enquanto em outras há registro de morte por afogamento ou exaustão.
Especialistas em meio ambiente alertam que redes sem controle ou instaladas em áreas de passagem de grandes animais marinhos aumentam os riscos de acidentes. Além disso, a captura acidental de espécies protegidas pode gerar penalidades ambientais, dependendo da situação e da legislação vigente.












