Mais de R$ 5,12 bilhões continuam disponíveis para resgate no sistema financeiro brasileiro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira (11). Os valores fazem parte do Sistema de Valores a Receber (SVR) e correspondem ao balanço consolidado de junho de 2026. Do total, R$ 3,76 bilhões pertencem a aproximadamente 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está relacionado a cerca de 2 milhões de pessoas jurídicas.
O montante representa uma redução de 17,9% em relação aos cerca de R$ 6,2 bilhões registrados anteriormente. Segundo os dados mais recentes, a queda ocorreu em parte pela utilização de recursos para reforçar o Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo usado como garantia em programas de renegociação de dívidas. Na comparação com março de 2026, o estoque de valores disponíveis caiu 51,5%, segundo levantamento divulgado pelo UOL.
Desde o início do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central informa que R$ 15,81 bilhões já foram devolvidos aos proprietários. Desse total, R$ 11,65 bilhões foram destinados a cerca de 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram resgatados por aproximadamente 4,7 milhões de empresas. Mesmo com os valores já devolvidos, milhões de brasileiros e empresas ainda aparecem com recursos disponíveis para retirada.
A maior parte dos valores disponíveis está concentrada nos bancos, que reúnem aproximadamente R$ 2,11 bilhões, ou 43,2% do total. Na sequência aparecem administradoras de consórcios, com cerca de R$ 1,93 bilhão, cooperativas, redes de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras e outras instituições. A maioria dos beneficiários, porém, tem direito a quantias pequenas: cerca de 69,8% dos valores disponíveis correspondem a montantes de até R$ 10.
A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. O interessado deve utilizar o site oficial do serviço para verificar se possui algum valor disponível e, quando houver saldo, seguir as orientações apresentadas pelo sistema para solicitar o resgate. Para solicitar a devolução pelo sistema, é necessário utilizar uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. O Banco Central também alerta que o serviço é gratuito e que não solicita pagamentos ou senhas para liberar os valores.












