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Tiro e Queda Sexta Feira

Um empresário acusou um grupo de empresários ligados ao setor gráfico na capital de chamarem-no para “combinar preços” em uma licitação realizada no ano de 2011, que resultou num gasto de 40 milhões de reais. Seriam cumpridas vinte e duas ordens judiciais pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Pública  (Defaz), da Polícia Judiciária Civil,  na operação “Edição Extra”, deflagrada na manhã desta quinta-feira. As ordens de buscas foram cumpridas nas empresas do Grupo Print, Gráfica Defant, Gráfica JR Gusmão, nos gabinetes do secretários adjuntos Eupidio Espiezzi Junior (Secom) e  Jose de Jesus Nunes Cordeiro (Sad) e na Agência Casa D’Ideias, de Marketing e Propaganda. Dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado a pedido da 14ª Promotoria de Justiça e Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária de Cuiabá, apenas dois foram cumpridos contra os secretários adjuntos de Comunicação, Elpídio Spiezzi Júnior, e de Administração, o coronel da Polícia Militar, José Nunes Cordeiro.

Claro que, para toda acusação é preciso que haja a possibilidade de defesa. Mas, confirmado o suposto esquema de lavagem de dinheiro, será um “tapa na cara” da imprensa de todo o estado de Mato Grosso. Eu mesmo já fui algumas vezes na secretaria de comunicação do governo do estado e tomei chá de cadeira, e vi muita gente, principalmente do interior, no mesmo passo, na mesma humilhação, aí você vê um gasto de 40 milhões em apenas uma licitação, aí é pra acabar. Pra onde foi o dinheiro? Para divulgação do material institucional do governo? Aonde? No interior não veio, que eu saiba, nem aqui, nem em Sinop, nem em Colider, acredito que em nenhum lugar. Tem que mexer neste angu mesmo, vai que sai um carocinho, né?

Texto de um site, o Folha Max, atribuindo a fala à delegada que cuida do caso.

A delegada Liliane de Souza Murata Costa informou que as fraudes são referente ao pregão nº 93 do ano de 2011 e o contrato de 2012, no valor de R$ 40 milhões. “Recebemos denúncia de um empresário que foi chamado para uma das reuniões e não quis aderir as condições impostas pelo grupo de empresários para participar do pregão”, declarou a delegada.

Os suspeitos poderão responder por fraudes a licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Participam da operação 8 delegados, 5 escrivães, 35 investigadores de polícia, das Delegacias Fazendária, Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gerência de Operações Especiais (GOE), além de peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e fiscais da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

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