Meningite acende alerta em Mato Grosso com 28 casos confirmados e 6 mortes em 2026

Mato Grosso registra aumento preocupante de casos de meningite em 2026. Até o fim de abril, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou 28 casos da doença, com 6 óbitos. Os números representam um cenário que tem mobilizado autoridades sanitárias e famílias no estado.

Os casos estão distribuídos em várias cidades, com destaque para Sinop, Cuiabá, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Cáceres e Colíder. Em Sinop, duas mortes recentes chamaram atenção: uma criança de 5 anos (Cecília Emanuele de Melo), vítima de meningite tipo B, e uma adolescente de 13 anos.

Em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 7 casos confirmados e 2 óbitos até o dia 21 de abril. Diante disso, a capital realizou um “Dia D” de vacinação no dia 25 de abril para reforçar a imunização, especialmente em crianças e adolescentes.

Embora as autoridades estaduais afirmem que ainda não há decreto de surto, o cenário é tratado com atenção devido à gravidade da doença, que pode evoluir rapidamente e deixar sequelas graves. Algumas mortes ocorreram em membros da mesma família, o que reforça a necessidade de vigilância.

Outros estados

Aumento de casos de meningite também tem sido registrado em outras regiões do Brasil em 2026:

  • Vale do Paraíba (SP): 33 casos e 3 mortes no primeiro trimestre.
  • Pernambuco: 68 casos confirmados até início de abril (terceiro estado com mais casos no Nordeste).
  • Goiás: Entre 13 e 16 casos confirmados e até 6 mortes, dependendo da atualização.
  • Ceará: Registrou 8 mortes nos primeiros dois meses do ano.

O Ministério da Saúde considera a meningite uma doença endêmica no país, com maior incidência em crianças menores de 5 anos. As formas bacterianas (como meningocócica C e B) são as mais graves e responsáveis pela maioria dos óbitos.

Especialistas destacam que a vacinação é a principal forma de prevenção. A vacina contra meningococo C está disponível gratuitamente no SUS para crianças. Já a vacina contra o tipo B (meningite B), responsável por alguns casos graves recentes, só está disponível na rede particular, com custo elevado (cerca de R$ 800 por dose).

As Secretarias de Saúde recomendam que a população fique atenta aos sintomas principais: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, manchas roxas na pele, vômitos e sonolência excessiva. Em caso de suspeita, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

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