Polícia mira esquema de pirâmide que causou prejuizo de R$ 7 milhões no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, no dia 17 de abril de 2026, uma operação para desarticular um esquema de pirâmide financeira que teria movimentado mais de R$ 50 milhões desde 2020. A ação foi conduzida pela Delegacia de Defraudações (DDEF), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que denunciou 11 pessoas por organização criminosa, estelionato e crimes contra a economia popular.

Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva. Até o momento das primeiras informações divulgadas, apenas um suspeito havia sido preso: Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, apontado como captador de investidores, detido em Niterói. Já Douglas de Assis Viana, identificado como o chefe do esquema, segue foragido. As ações ocorreram na capital fluminense, além dos municípios de Niterói e São Gonçalo.

Segundo as investigações, o grupo operava um modelo clássico de pirâmide financeira, atraindo vítimas com promessas de altos rendimentos sem qualquer lastro econômico real. Os lucros pagos aos primeiros participantes eram sustentados pelo dinheiro de novos investidores, prática que acabou gerando prejuízos estimados entre R$ 7 milhões e R$ 7,5 milhões a dezenas ou até centenas de vítimas.

Para viabilizar o esquema, os investigados teriam criado ao menos 19 empresas de fachada, muitas delas vinculadas aos grupos LGO e A&C, com atuação concentrada no Centro do Rio de Janeiro. As apurações tiveram início em 2022 e já resultaram em mais de 165 ações cíveis movidas por vítimas em busca de reparação.

A Polícia Civil e o MPRJ continuam as diligências para localizar os demais envolvidos e aprofundar a análise das movimentações financeiras. O caso segue em andamento, com foco também na tentativa de recuperação dos valores perdidos pelos investidores prejudicados.

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