A nova proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depende agora de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para seguir adiante no processo judicial. A iniciativa, divulgada na madrugada desta quinta-feira (04/06/2026), representa uma reformulação da oferta feita por Vorcaro após uma primeira tentativa ter sido rejeitada pela Polícia Federal (PF).
O documento com informações complementares foi encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início desta semana, nas datas de 1º e 2 de junho de 2026, e agora será analisado por ambas as instituições para verificar se traz contribuições relevantes às investigações relacionadas às supostas fraudes e esquemas do Banco Master.
Segundo informes, a nova versão da delação inclui personagens e detalhes que não constavam na proposta anterior, aprofundando episódios já mencionados de forma superficial. Entre as possíveis menções estão figuras ligadas aos Três Poderes, incluindo ministros do governo federal e membros do STF, além de integrantes da oposição no Congresso.
Mesmo que PF e PGR deem parecer favorável, a validade e eventual homologação do acordo dependem exclusivamente da avaliação de Mendonça, que é o responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal. Essa etapa jurídica é crucial para validar oficialmente o acordo de delação premiada, um instrumento que, se aceito, pode reduzir a pena de Vorcaro mediante colaboração com as investigações.













