A crise econômica em Cuba tem afetado de forma intensa a rotina de gestantes, que enfrentam escassez de alimentos, medicamentos e energia elétrica em meio a um cenário de colapso crescente. O agravamento da situação ocorre após a imposição de um bloqueio quase total por parte dos Estados Unidos, há cerca de três meses, o que aprofundou ainda mais as dificuldades no país.
Na capital Havana, a jovem Mauren Echevarría Peña, de 26 anos, vive de perto essa realidade. Grávida do primeiro filho, ela enfrenta uma gestação de risco, com diagnóstico de diabetes gestacional e hipertensão crônica. Internada em uma ala especializada da maternidade Ramón González Coro, ela permanece sob vigilância constante enquanto aguarda o parto, previsto para o fim do mês.
Além das complicações de saúde, o ambiente ao redor aumenta a apreensão. Apagões prolongados têm se tornado frequentes, chegando a durar um dia inteiro, o que compromete serviços básicos e aumenta a insegurança dentro e fora dos hospitais. Mesmo assim, a gestante relata reconhecimento pelo esforço das equipes médicas, que seguem atuando em condições limitadas para garantir atendimento às pacientes.
Outro relato marcante é o de Indira Martínez, que está no sétimo mês de gravidez e demonstra preocupação com o futuro do filho. Diante da escassez de alimentos, ela resume a situação de forma direta ao afirmar que o que está disponível não é suficiente para suprir suas necessidades nutricionais. A incerteza sobre as condições de vida no país amplia o medo sobre as perspectivas da criança.












